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Hidden Code: o amigo oculto de aprendizado para devs

Quem conhece o ambiente de trabalho da dti sabe que adaptação e inovação fazem parte do nosso cotidiano. Mas, antes de mais nada, vou te contar uma história que demonstra como isso funciona na prática e qual a parte do Hidden Code nisso. 

O contexto 

Fizemos um levantamento de conhecimentos técnicos entre os desenvolvedores da nossa tribo e percebemos um certo déficit em uma linguagem específica – vamos chamá-la de linguagem X. 

Nossa primeira tentativa para resolver isso foi um Learning Loop para a tal linguagem X. A fim de incrementarmos esse LL, usamos o “Padrões de Projeto – Soluções Reutilizáveis de Software Orientado a Objetos”, um clássico que deveria ser lido por todo desenvolvedor em algum momento da vida. 

Bom, então começamos o LL. A cada semana, todos liam dois capítulos do livro, basicamente dois Design Patterns, e duas outras pessoas ficavam responsáveis por implementar o padrão na tal linguagem X e apresentar aos demais. 

Começamos bem: nas três primeiras semanas correu tudo como esperado. Contudo, na quarta a participação já reduziu bastante e na quinta o pique já tinha acabado. Por coincidência, logo após esse quinto encontro, em uma conversa com algumas pessoas da empresa, estávamos falando sobre a importância da revisão de código como ambiente de integração entre desenvolvedores e como canal de onboarding para novas pessoas no time. 

Então, pensei: beleza, vamos juntar essas duas coisas… E formatamos a dinâmica Hidden Code, que é uma espécie de Amigo Oculto para devs. Ela mescla alguns elementos de Learning Loop com outros de Coding DojoVou te explicar como funciona! 

A dinâmica Hidden Code 

No “game”, existem três papeis: 

  • Curador: é a pessoa responsável por distribuir os códigos entre os atores. É interessante que seja alguém com um pouco mais de experiência no assunto abordado no Hidden Code; 
  • Atores: participantes que escrevem e revisam os códigos na semana. Para o nosso caso, quatro foi um bom número de pessoas nesse papel; 
  • Plateia: integrantes que não escrevem e nem revisam códigos, mas participam do encontro do Hidden Code e estudam o tema. 

A dinâmica acontece em três momentos: 

  1. Inicialmente, é definido um tema para o próximo encontro. No nosso caso, o Pattern a ser utilizado. Cada Ator tem um prazo – no nosso caso, até quarta-feira – para implementar o código e enviar apenas para o Curador. 
  1. O Curador, então, avalia os códigos e distribui entre os Atores, sem que eles saibam de quem são os códigos que estão recebendo. Nesse momento, é interessante que um Ator receba códigos com abordagens diferentes das que ele usou e, eventualmente, de pessoas com as quais ele tem pouco contato. Para o nosso grupo, isso é feito na quinta-feira. 
  1. Na sexta-feira, finalmente, acontece o encontro e o iniciamos discutindo sobre o Pattern escolhido. Cada Ator apresenta o código que recebeu, fazendo comentários sobre a abordagem feita pela outra pessoa e sobre o uso da linguagem. Lembrando: nosso Hidden Code é sobre a linguagem X, mas também estudamos Design Patterns. 

Uma brincadeira que fazemos durante esse momento é a seguinte: enquanto os Atores apresentam os códigos, todos os participantes enviam para o Curador o nome da pessoa que eles acreditam ser aquela que fez o código. Ao final das apresentações, levantamos os chutes e avaliamos quem acertou mais códigos naquele encontro.  

Uma ideia que pode cair bem para grupos maiores é de usar esse ranking de acertos para definir os Atores para o próximo encontro. 

Sobrevive quem melhor se adapta 

Bom, após fazermos essas mudanças, nosso grupo de estudo tem tido uma participação bem mais ativa e os encontros têm sido bem mais divertidos. 

Charles Darwin já dizia: sobrevive quem melhor se adapta. Então, fique sempre atento à efetividade das suas dinâmicas de aprendizado e integração, e adapte se for preciso.