Saiba tudo sobre cultura ágil pelos experts da dti.

Ouça e acompanhe nas plataformas abaixo.

SoundCloud
Spotify
iTunes
Schuster: Bom dia, boa tarde, boa noite. Vamos começar mais um episódio dos Agilistas, hoje nós vamos falar sobre uma tecnologia que vai causar muito impacto no mercado, já está causando muitas notícias, a gente essa semana teve várias notícias sobre essa tecnologia, sobre instabilidades de banco, a gente aqui na DTI está trabalhando nisso também, hoje o Kneipp está aqui com a gente, é um gerente de conta nosso, ele está sofrendo um pouco na pele do estresse disso.Lucas Kneipp: É isso aí.Schuster: Tudo bom, Kneipp?Lucas Kneipp: Tudo joia.Schuster: Então, hoje nós vamos falar sobre isso, e nós vamos conversar com pessoas do mercado, especialistas que entendem da tecnologia e vão poder explicar muito bem para a gente tanto o que é ela quanto o impacto dela. Hoje nós estamos aqui com o Henrique Marise e com a Ana Luiza Martins Castro. Vou pedir para vocês se apresentarem, gente, tudo bem, Ana?Ana Luiza: Olá, pessoal, tudo bem? Muito obrigada pelo convite, pela participação no cpodcast. Eu trabalho atualmente no Mercado Pago, que é a fintech do Mercado Livre, e eu trabalho na área de projetos de (inint) [00:01:04] regulatórios. A nossa área implementa todos os projetos que chegam de demanda do Banco Central, assim como projetos que mexem na infraestrutura de pagamentos. E o PIX é um dos nossos grandes projetos do ano. É um assunto que a gente tem visto muito e que eu desde o começo do ano estou trabalhando para implementar esse projeto na (economia) [00:01:25], já estou nesse mercado de pagamentos há mais ou menos uns quatro anos, já passei pela parte de adquirência, de negócios, e agora estou também focada na parte de projetos.Schuster: Ok, legal demais. E você, Henrique? Henrique Marise, por favor, se apresente.Henrique: Tudo bem, pessoal? É um prazer estar aqui com vocês conversando sobre esse assunto, o assunto do momento aqui no setor financeiro, o PIX. Só para fazer uma introdução, hoje eu trabalho no banco Pan, e sou um dos responsáveis lá dentro do banco na implementação do PIX. Falo como um dos responsáveis porque é um projeto tão grande que tem vários responsáveis em várias áreas. A Ana aqui colocou que ela é responsável da área de projetos, mas deve ter uma galera lá também trabalhando pesado no Mercado Pago para colocar o PIX de pé como em todos os bancos.Ana Luiza: Com certeza.Henrique: Então a gente está aí para falar sobre o que é o PIX, estamos abertos para tentar tirar um pouco de dúvidas do pessoal de como que é, como que chega esse meio de pagamento no mercado, o que ele vai trazer, quais são as vantagens e até desvantagens dele e os perigos do PIX, não é.Schuster: bacana. Eu queria já começar a Ana, se quiser responder, o que é o PIX afinal?Ana Luiza: Vamos lá. O PIX é uma nova infraestrutura de pagamentos, criada pelo Banco Central, que tem como principal objetivo permitir que a gente faça transferência da conta de uma instituição para a outra instituição, de uma forma imediata e ininterrupta. Ou seja, de uma forma mais simples a gente vai poder transferir dinheiro de uma conta para a outra em dez segundos, e (inint) [00:03:06] qualquer dia. Se dia 31 de dezembro eu quiser transferir para o João, eu vou conseguir fazer essa transação. O que muda muito hoje? Quando a gente pensar por exemplo em meios de pagamentos como um TED ou como um boleto, sempre tem aquela história de ter que esperar compensar, se eu fiz uma transferência para alguém em um sábado, (inint) [00:03:23] em uma segunda ou em uma terça, e uma das grandes inovações do PIX é que ele vem para acabar com essa demora. Além disso, uma outra coisa muito interessante, é que o PIX traz mais conveniência para o usuário fazer a transferência dele, porque ao invés de ele ter que preencher um monte de dados, ou ao invés de a gente ter que tirar um cartão para colocar em uma maquininha e colocar uma senha, o PIX vai permitir que a gente faça uma transferência pelo aplicativo, então eu vou entrar no aplicativo que tenho conta para transferir para uma outra conta, colocando só um dado pessoal da pessoa que eu quero transferir, e esse dado pessoal pode ser tanto um CPF ou um CNPJ da pessoa, quanto um e-mail, quanto um telefone, e a pessoa escolhe a qual conta ela quer vincular cada chave pessoal, eu transfiro dessa maneira muito simples para ela. E além disso, acho que outra coisa bem legal que a gente já tem visto hoje no mercado e que vai ser impulsionado com o PIX, são os usos dos QRCODS, por quê? porque eu também vou poder receber o PIX por meio de um QR Conde. Dentro desse QR Code vai ter ali informação da minha chave pessoal vinculada a minha conta, e uma pessoa vai escanear esse QR e vai transferir esse dinheiro para mim. Isso também é bem interessante, porque hoje, na maior parte das vezes, a gente só consegue usar QR Codes com cartão de crédito, e a gente sabe que não é todo mundo que tem acesso a um cartão de crédito. Então com o PIX eu vou poder usar o saldo que eu tenho na minha conta, para fazer uma transferência para alguém de qualquer outro banco ou instituição que essa pessoa tenha conta. Isso são duas coisas bem diferentes que a gente tem visto no mercado hoje.Henrique: Bom, acho que a Ana trouxe um monte de informações aqui interessantes sobre o PIX, a velocidade que ele vai acontecer e os meios que ele pode acontecer. Mas quando eu falo de PIX eu gosto de fazer uma introdução assim. O PIX antes de ser PIX ele é um pagamento instantâneo. Então a conversa de se trazer, de se instituir um modelo de pagamento instantâneo no Brasil, ele já é muito antigo, 2013 já tinha alguma conversa do Banco Central sobre isso, ela se intensificou em 2018, onde se criou um grupo de trabalho no Banco Central para conversar com o mercado de como que se iria instituir um modelo de meio de pagamento instantâneo no Brasil. Teve conversas um ano e meio com o mercado sobre isso, GTs de segurança, GT de negócio, e até no final de 2019 quando o Banco Central instituiu, “a gente vai ter um arranjo de meio de pagamentos instantâneos no brasil, e que ele vai funcionar do ano que vem, no final de 2020.” Então todo mundo lá em 2019 já sabia que em 2020 iria ter um modelo de pagamento instantâneo. O PIX, nome PIX, foi surgir agora em fevereiro de 2020, que o Banco Central (inint) [00:06:18], falou preciso dar um nome para isso aqui, porque eu preciso que ele seja igual em todos os lugares porque o PIX é uma coisa não de um banco ou de uma instituição ou de uma conta de pagamento, mas é um meio de pagamento universal que vai funcionar entre todos os bancos. E o que é um pagamento instantâneo? Hoje a gente está acostumado com tudo instantâneo. Eu quero assistir um programa de TV eu vou no Youtube, eu vou na Netflix ou no Amazon Prime e assisto instantaneamente, você não tem mais aquela coisa de esperar o horário que vai começar a novela, etc., a não ser jogo de futebol que a gente ainda fica esperando, a gente sofre quando é jogo de futebol. Mas tudo é instantâneo, você quer comer você quer comer instantâneo, então por que o pagamento não pode ser instantâneo, de forma instantânea? Porque se o pagamento não for instantâneo ele acaba sendo um entrave, e fica travando todas as relações comerciais que as pessoas têm, etc., e acaba sendo um cotovelo. Essa história de pagamento instantâneo surgiu no mundo inteiro, você tem exemplos de pagamento instantâneo muito bem sucedidos na China, Índia, Europa, Estados Unidos tem vários modelos de pagamento instantâneo, e no Brasil o Banco Central falou, (inint) [00:07:36], “não, eu quero modernizar a economia, eu vejo espaço para um pagamento instantâneo aqui, e eu vejo algumas deficiências no mercado de meio de pagamentos e com o pagamento instantâneo eu acho que a gente vai conseguir suprir isso.” acho que agora a gente está no PIX.Schuster: Só perguntar uma coisa, ver se tem sentido isso. Eu lembro que uma vez lendo sobre por exemplo bitcoin, vocês vão entender a analogia que eu vou fazer, lendo sobre bitcoin, falava o seguinte, olha, hoje se eu quero comprar alguma coisa com dinheiro físico, eu entrego a nota, o cara recebe a nota e pronto, eu não tenho que me identificar, (inint) [00:08:17]. E o Bitcoin seria isso, vamos dizer eu passei ali, o cara recebeu o bitcoin eu paguei. O PIX acaba sendo isso? Porque ele tira toda uma complicação de eu transferir o dinheiro, fica muito mais fácil, se permite a movimentação do dinheiro instantâneo com mais confiança além de ser instantâneo? Sabe, é como se finalmente eu resolvi o problema de poder pagar muito (inint) [00:08:38] sem muito (inint) [00:08:39] assim?Henrique: Um dos benefícios do PIX é que ele vai universalizar e ele tem um potencial grande de formalização de uma economia, porque ele vai digitalizar o pagamento que acontece hoje através de uso de moeda, etc., que esse pagamento não é rastreável, você não tem a rastreabilidade. Se eu pegar uma moeda, uma nota, e for no restaurante fazer um pagamento em um restaurante com essa nota e essa mesma nota o caixa do restaurante for na feira e for comprar os insumos para o restaurante dele você não tem essa rastreabilidade de onde que o dinheiro foi para onde que ele vai. Se você digitaliza isso, você formaliza, isso tem um grande potencial de você ter um controle maior e você entender para onde estão os fluxos da economia, os fluxos financeiros da economia, (de onde) [00:09:28] ele ocorre. Isso e o Banco Central o PIX ele não quer só ser instantâneo, ele quer que o pagamento seja acessível, tanto que o custo transacional dele é muito barato comparado por exemplo ao que a gente tem com TED, com DOC ou até com pagamento de um boleto. E também foi determinado que as instituições não podem cobrar de pessoas físicas o uso do PIX, ele tem que ser grátis. Acho que com esses dois fatores, ele sendo barato para você fazer a questão tecnológica, de você fazer o fluxo dele tecnológico, e ele sendo grátis para as pessoas, ele tende a universalizar o pagamento digital e digitalizar a economia, e que é um benefício não só para o Banco Central, mas um benefício para a sociedade como um todo.Lucas Kneipp: Pegando esse gancho então, vocês entendem que o PIX ele vai matar o TED e a DOC?Ana Luiza: Olha, eu acho que a gente falar em matar talvez seja um pouco forte, eu acho que como qualquer nova tecnologia que a gente insere no mercado, ela tem uma curva de adoção, então tem um período até as pessoas se adaptarem, entenderem como funciona, criarem confiança, quando a gente fala em pagamento acho que a palavra confiança é sempre muito forte, para eventualmente elas começarem a mudar de um fluxo para o outro. O que eu acho é que sim, como o Henrique comentou a ideia do PIX de fato é democratizar o acesso aos pagamentos, a ideia é a gente colocar mais pessoas dentro do sistema. Até complementando uma coisa que é interessante, quando a gente pensa hoje no PIX, a gente tem mais ou menos 980 instituições que vão poder oferecer o PIX. Se a gente pensar hoje (inint) [00:11:16] maquininha, quantas máquinas de maquininha vem na sua cabeça? Seis, sete, oito, então olhe que interessante, a gente está permitindo que de repente um número muito maior de pessoas ofereçam esse serviço em diferentes formatos, em diferentes plataformas, a (gente) [00:11:30] não está mais restringindo um serviço de adquirência que a gente chama a alguns poucos grupos, e tudo isso eu acho que também acaba servindo como um estímulo para as pessoas se adaptarem a essa nova tecnologia e usarem mais. Tem uma questão que eu acho que é muito importante para ajudar a impulsionar essa substituição eventualmente de TED e DOC que você comentou, é que para as instituições muitas vezes vai ser mais barato receber um PIX do que outras formas de pagamento. Eu acho que o mercado como um todo vai começar incentivar e estimular essa forma de pagamento. Mas de novo, eu acho que vai ser uma coisa lenta e gradual, inclusive acho que o débito tem risco de substituir, a gente tem uma (inint) [00:12:14] das transações de débito pelo PIX, porque no fundo é a gente tirar um saldo em conta para outro. O próprio boleto hoje que acho que gera uma certa ineficiência operacional para as empresas, também é passível desse risco de substituição ao longo do tempo.Schuster: Ou seja, vai haver uma desintermediação enorme também pelo que você falou, se todas as instituições podem, todo mundo de repente virou adquirente, pode se pensar assim? Todo mundo agora está no jogo de ser adquirente sem ter toda aquela infra de um adquirente?Ana Luiza: É enorme a desintermediação e até esse é um dos pontos que deixa o PIX tão barato. Acho que se a gente pensar hoje em uma transação de cartão, aquele percentual, aquela taxa que a gente cobra do lojista, um pedaço tem que ir para o banco que emitiu o cartão, um pedaço para a bandeira do cartão, um pedaço para(inint) [00:13:02], às vezes um pedaço até para a subadquirente, então pensa em quantas pessoas eu preciso repartir aquele percentual que a gente cobra do lojista para ele receber em uma maquininha, por exemplo. Com o PIX, a gente tem duas partes, a parte que paga e aparte que recebe, então é muito mais fácil você conseguir oferecer um serviço a um preço bom, e de novo, pelo formato do PIX que tem muito mais facilidade de oferecer ou se oferecer ao Banco Central do que uma adquirente, por exemplo, hoje um processo de adquirência vai ser muito mais fácil porque muita gente disponibiliza essa ampliação de acesso.Lucas Kneipp: Legal demais, então com isso a gente está trazendo as fintechs para o jogo, não é? A gente está tirando um pouquinho dos grandes bancos que dominavam esse setor, e estamos abrindo caminho para outras fintechs entrarem, é isso mesmo?Henrique: A questão do abrindo caminho vamos dar um exemplo de você ter uma (inint) [00:13:54] Mercado Pago é uma (uolet) [00:13:57], ela tinha o PIX ele dá possibilidade de o fluxo financeiro acontecer entre os diversos players do meio do arranjo. Antes você tinha um fluxo financeiro muito forte, mas só dentro do seu arranjo, você não tinha acesso a outros arranjos, a outros modelos. Com o PIX, ele universaliza esse acesso também para essas diversas fintechs. Acho que aí que está o ganho, aí que está o potencial, (inint) [00:14:26] dele por exemplo antes eu tendo uma fintech, eu tendo uma conta de pagamento que não é ainda uma conta corrente, ela não tinha como enviar dinheiro para uma conta corrente, agora com o PIX ela tem essa possibilidade, ele abriu esse caminho para ter esse fluxo financeiro. E só complementando o negócio das maquininhas, a maquininha vai poder ser substituída por um pedaço de cartolina com QR Code, você não vai precisar nem termais a maquininha. aquele pequeno varejista que ele não tem um fluxo muito grande, ele consegue ter um controle ali só imprimindo um QR Code e deixando no check out da loja dele. Tem coisas muito legais. Mas lógico, gente, acho que o Lucas falou lá no começo de o PIX vai matar o TED, vai matar o DOC? Concordo com a Ana, tem velocidades de adoção para novas tecnologias, tem gente que vai querer fazer TED e DOC para o resto da vida, porque ele se sente mais seguro, ele não gosta de novas novidades. Tem aquele cara que a gente lançou o PIX agora, o cadastro da chave, 9nove e dez segundos ele estava lá fazendo a chave com a gente. Tem o (inint) [00:15:41] adocter que a gente fala, tem aquele cara que é super tecnológico, e um exemplo disso é gente, não sei se vocês tem essa visão, mas hoje ainda no Brasil o fluxo financeiro, valor compensado institech é maior que cartão de débito.Schuster: É mesmo? Achei que cheque já era.Lucas Kneipp: Eu não sabia.Henrique: O valor. Porque são cheques de valores maiores, mas é maior que do cartão de débito. É um meio de pagamento que você não vê mais no dia a dia, mas é um meio de pagamento que serve para alguns fluxos financeiros de uma maneira muito eficiente determinado pelas pessoas. São os indivíduos que vão falar se o PIX vai dar certo ou não, eles que vão escolher fazer PIX ou fazer TED ou fazer DOC. O PIX aparece (como) [00:16:32] uma boa alternativa, um bom novo modelo de meio de pagamento, que nem aquilo que eu falei, a gente quer tudo instantâneo, então o modo de pagamento instantâneo hoje é o PIX, ele tem grandes chances de pegar, mas quem vai determinar se vai pegar ou não são as pessoas, os indivíduos, não adianta a gente fazer promoção, a gente fazer um monte de coisas sobre o PIX se a pessoa não tiver uma boa experiência, não tiver uma boa relação, uma relação de segurança com esse modelo de pagamento. Acho que tem um desafio nosso aqui do mercado de dar essa boa experiência e dar essa segurança para as pessoas.Schuster: Essa é a pergunta que eu iria fazer, por exemplo, você já vê as notícias que as pessoas têm que cadastrar chaves. Eu já fiquei pensando assim, dependendo do público, cadastrar chaves, o cara já fica meio desconfiado. Vocês poderiam explicar o que significa exatamente cadastrar chaves? Por que que a pessoa pode se sentir segura? Como é que é um caso típico de utilização?Henrique: Uma coisa importante por conta dessa enxurrada de informações de chave de PIX, que pode estar sendo não bem entendida no mercado. Você não precisa cadastrar uma chave para ter acesso ao PIX. O PIX vai estar disponível para todo mundo que tem conta corrente nos bancos que ofertarem o PIX ou que tenham (uma) [00:18:02] conta de pagamento, (inint) [00:18:02] contas de pagamento (inint) [00:18:03], você não precisa cadastrar uma chave. A partir do momento no dia 16 que o PIX estiver disponível para todo mundo, você vai ter um leitor de QR Code já disponível para você fazer leitura de QR Code para fazer pagamentos via PIX. Você vai ter disponível no seu aplicativo um espaço onde você vai colocar os dados da pessoa que tem e que pode ou não ter a chave cadastrada, para você fazer os pagamentos para essa pessoa. O que o cadastro da chave trás, é uma melhor experiência de uso para recebimento de valores através do PIX, porque você cadastrando uma chave, o que vai acontecer, o PIX você pode fazer um PIX hoje de duas maneiras: uma é através do QR Code, fazer uma leitura do QR Code, e a outra é através de dados dessa pessoa. Esses dados podem ser de cinco tipos. Pode ser o CPF, o e-mail, um telefone ou um dado aleatório lá que o sistema pode gerar para você, mas também vai poder o que a gente chama de dados completos, então se você tiver o CPF da pessoa, agência, conta e banco, você vai poder fazer um PIX para essa pessoa mesmo ela não tendo a chave cadastrada, entendeu? Então o que a chave vai fazer, a pessoa que cadastrar o CPF ou cadastrar o e-mail ou cadastrar o telefone dele, ele vai dar a possibilidade para a pessoa que está pagando para ele, de uma melhor experiência, de não ter que colocar cinco dados para fazer uma transação, ele vai colocar apenas um, ou o CPF, ou o e-mail ou o telefone. Nos dados completos, que ainda você vai poder fazer pelo PIX, você vai precisar do CPF, da agência, da conta e do banco.Lucas Kneipp: (Ao) [00:19:56] qual é o TED ou DOC hoje, não é?Henrique: Mas com o benefício de ser 24 por 7, aos fins de semana e etc.Lucas Kneipp: Gratuito.Henrique: Exato, gratuito.Ana Luiza: E acho que complementando, Henrique tem uma questão das chaves que é interessante e eu acho que anda muito em linha também com o conceito que a gente tem no open banking, de que o usuário (inint) [00:20:13] dados financeiros e não eventualmente aquela instituição que tem meu histórico, (inint) [00:20:17] de mim. O que é legal, se você resolve cadastrar uma chave por conveniência, que foi o que o Henrique comentou, você não é obrigado mas se você preferiu cadastrar uma chave, (inint) [00:20:27] você quiser mudar a conta dessa chave, ou seja, eu tenho o meu telefone registrado ali no Mercado Pago, e eu dei para todo mundo, dei para o Lucas, dei para todo mundo me transferir (inint) [00:20:40] telefone, e amanhã eu fechei minha conta no Mercado pago e fui para o Itaú. Eu não preciso falar, “Lucas, vou te atualizar aqui minha conta, muda aí todos os meus dados’, você continua transferindo para o meu telefone, e eu que sou dona do telefone vou poder escolher que conta que eu transfiro. Então isso é um pouco diferente e é interessante também essa opção da conveniência da chave. A questão da segurança, acho que a gente tem visto muita notícia sobre perigos do PIX, riscos do PIX, parece que agora virou o tema da vez a segurança do PIX. A nossa leitura é que o PIX como infraestrutura, todo o sistema do PIX que o Banco Central montou é bastante robusto, e a gente tem bastante segurança e confiança no sistema. Mas, a gente sabe que o ser humano, e principalmente brasileiro é muito criativo, e não faltam pessoas com ideias para fraudar os usuários, principalmente em meios de pagamento. Eu acho que os usuários têm que ter uma série de cuidados que são coisas que a gente vai aprender. Assim como te ensinam quando você vai no caixa eletrônico e te falam, “olha, não deixa ninguém fazer a transação para você, ou se um banco te ligar não fale sua senha”, o PIX também vai ter algumas regrinhas de educação que as pessoas precisarão aprender. Por exemplo, o que eu já vi de fraude hoje são sites inventados que falam, coloque seus dados aqui para fazer seu cadastro para você no PIX. Isso não existe, você cadastra no PIX na instituição que você tem conta, no seu banco, na sua instituição de pagamento. Eu entendo que são pequenos cuidados, mas eu não vejo como algum risco tão maior do que a gente tem (também) [00:22:13] hoje no mercado com outras formas.Henrique: É isso mesmo, a Ana colocou assim, o risco do PIX é o mesmo risco que a gente tem hoje em outro meio de pagamento. O que está acontecendo agora nesse momento é que os fraudadores estão usando a onda do PIX para fazer ficha, roubar as informações dos clientes, não que estão usando o sistema PIX para fazer fraude, não é isso, ele está usando o tema PIX para capturar informações dos clientes. Que nem há dois, três meses atrás estavam usando o tema do auxílio emergencial para capturar também as mesmas informações confidenciais do cliente.Schuster: que dureza, não é.Henrique: Então há quatro, cinco meses atrás os fraudadores estavam mandando e-mail, o seu auxílio emergencial, não sei o que, coloque seus dados aqui, para fazer (inint) [00:23:00], agora eles estão usando o tema PIX que é o tema que está em todo lugar aqui. Agora é o PIX, ainda não tem fraudes dentro do sistema PIX, tanto que ele nem começou a ser transacionado ainda, então nem tem como ter fraude em cima disso.Schuster: E qual que é o papel exato do Banco Central nessa história? Ele regulamentou isso tudo, e ele também participa de toda a transação, não é? que vocês falaram.Henrique: O Banco Central ele é o dono do PIX. Ele é o dono do DICT e do SPI, então ele é dono do DICT que é o sistema onde estão as chaves cadastradas do PIX, onde vai fazer o (inint) [00:23:41] essa transação você vai sair do banco A para chegar no banco B, para a pessoa A, para a pessoa B, e ele também é o dono do processo, do motorzinho, vamos falar assim, que vai processar todas as transações, e que vai ter lá a questão de fazer liquidação bruta em tempo real. Ele é o cara que falou assim o pagamento instantâneo vai acontecer no Brasil, eu vou oferecer infraestrutura para que isso aconteça, eu vou centralizar isso aqui, desenvolvimento, e vocês bancos, instituições, contas de pagamento, se conectem a esse (ecossistema) [00:24:25] dessa maneira. Ele é a locomotiva do PIX, (inint) [00:24:32] locomotiva e o combustível, vamos colocar assim.Ana Luiza: E é até interessante porque o Banco Central criou alguns critérios de obrigatoriedade de participação no PIX. Algumas instituições elas precisam por regulamentação (participar) [00:24:49] do PIX. O que é (inint) [00:24:51] porque o PIX é um sistema de rede, se eu tenho uma pessoa oferecendo PIX, aquela forma de pagamento provavelmente não vai ser atrativa porque ela não é universal e Inter operável. Quando você tem um grupo de instituições grandes participando, acho que ajuda a empurrar e fazer que seja realmente um tipo de pagamento novo e relevante para população.Lucas Kneipp: Tem algum critério, Ana? Que o Banco Central coloca para a obrigatoriedade?Ana Luiza: Sim, são tanto instituições financeiras quanto instituições de pagamento com mais de 500 mil contas de usuários ativas.Lucas Kneipp: Bacana.Ana Luiza: Se eu não me engano tem mais ou menos umas 60 e poucas instituições que se encaixam nessa obrigatoriedade, e as outras são opcionais, mas você vê que muita gente quis participar mesmo sendo opcional porque provavelmente viu valor nessa nova forma de pagamento.Schuster: Uma curiosidade, comparando com mercados mais evoluídos onde o pagamento instantâneo já acontece, vocês falaram da China, da Índia, o caminho foi esse também de o governo definir uma solução ou não? Ou ele foi tudo pela iniciativa privada, como é que foi?Henrique: Vamos colocar o primeiro que deu mais certo, foi da China, com a questão do (inint) [00:25:59] (aly play) [00:26:00], eles são como carteiras com arranjos fechados, mas que tiveram grande incentivo do governo para poder crescer. A china ela fez uma questão interessante, ela saiu do papel moeda, ela não passou pelo cartão, foi direto para o pagamento instantâneo, porque ela teve essa disseminação do pagamento instantâneo via esses arranjos fechados que é o (inint) [00:26:26] que são grandes forças lá na China. Nos Estados Unidos é uma coisa mais vamos dizer assim, híbrida, você tem incentivo, você tem consórcios de bancos que viram que esse movimento iria acontecer e se juntaram para fazer o pagamento instantâneo, você tem algumas iniciativas privadas de empresas que enxergaram isso e acabaram tendo êxito em oferecer o pagamento instantâneo via rede social para os clientes que é o (vimo) [00:27:01] que chama lá nos estados Unidos, e também tem o governo querendo fazer alguma coisa parecida no Brasil. O Brasil ele está sendo considerado agora ele está sendo bem desenvolvido. O sistema financeiro brasileiro ele é muito desenvolvido, e de pagamentos então ele tem coisas aqui que a gente faz e os outros lugares não fazem como a gente faz aqui. Por exemplo o Brasil foi pioneiro no lançamento de cartões com chip, com segurança. Até pouco tempo atrás os Estados Unidos não tinham (parques) [00:27:36] com cartões emitidos com chip, tinha uma segurança totalmente diferente da nossa. Então o Brasil ele tem essa questão de inovação, mas respondendo à pergunta, não tem um segredo, não tem uma receitinha de bolo para você, estou em um país, vou implementar o pagamento instantâneo. Cada lugar é uma realidade, e cada lugar está acontecendo de uma maneira diferente.Ana Luiza: Acho que é interessante que em alguns mercados você vê também um próprio incentivo da própria população para isso, que eu acho que também (alinha) [00:28:15] muito com o que vocês falaram, de repente tudo é instantâneo, a pessoa já está acostumada a fazer tudo na hora, então a própria população começa demandar das empresas serviços de pagamentos mais rápidos, e às vezes mesmo que o governo não se organize, as empresas veem que é uma necessidade do consumidor e elas fazem uma iniciativa privada para atender essa demanda.Schuster: Eu fiquei curioso se no Brasil havia uma situação, sei lá, quase que de monopólio e as empresas não se interessavam em fazer isso e o governo… porque uma vez eu vi uma palestra do presidente do Banco Central, e eu vi isso como um pilar da atuação dele, sabe, logo no começo lá do governo, como uma forma de desregulamentar, de ficar mais fácil, fazer a economia ficar mais dinâmica. Pelo visto acreditava-se que isso não iria surgir espontaneamente, não é? Igual surgiu em outros países.Henrique: Acho que poderia surgir, o mercado estava vendo quem iria ganhar essa corrida, mas aquilo que acontecia, você tem grandes players atuando no mercado de (inint) [00:29:16] só que eles não eram interoperáveis, você tinha ainda a questão de quem tem mais acesso e etc. Mas o Banco Central ele (olhou) [00:29:25] falou assim, gente, estou achando que vai demorar para ter pagamento instantâneo no Brasil, então ele foi lá e acelerou, instituiu o dele e acelerou porque ele vê que tem ganhos para a economia relevantes em ter esse meio de pagamento, que é aquilo que eu falei, formalização de economia, inclusão de novos players mas também inclusão de pessoas que estão à margem da economia formalizada, bancarização, etc., então ele acelerou isso, colocou dentro da agenda do (inint) [00:29:58], e que a agenda prioritária do (inint) [00:30:02], quando lá em 2019 que eu falei que eles colocaram que daqui um ano a gente vai ter pagamento instantâneo muita gente torceu o nariz e falou, “não vai, não vai, não vai”, mas se manteve firme no cronograma, e agora está acontecendo, vai acontecer oPIX.Ana Luiza: porque de alguma forma o Whats App Pay que chegou agora, acaba sendo acho que uma tentativa, não chega a ser igual um pagamento instantâneo, mas é uma tentativa do setor privado de criar alguma rede similar a isso, muito parecido com (inint) [00:30:32] a gente tem na China hoje.Schuster: Entendi. Eu queria até começar falar de cenários futuros, mas só uma curiosidade que eu tenho também é o seguinte: pessoa física não paga, a estrutura deve ser cara, não é, uma infraestrutura super (escalada) [00:30:44], (inint) [00:30:45] 24 por 7 que o Banco Central vai prover, não é? O governo acaba subsidiando isso ou todo mundo paga, os PJ vão pagar e isso acaba pagando para os PF nos produtos que os PJ vendem, de onde sai o dinheiro para pagar esse troço?Ana Luiza: A infraestrutura do Banco Central para isso na verdade quem paga são as instituições que estão plugadas no SPI, então são as instituições financeiras e as instituições que oferecem esse serviço para os clientes. E basicamente o custo que a gente tem é custo de infraestrutura, então (inint) [00:31:19] reembolso pela infraestrutura que eu estou usando do Banco Central. (Daí) [00:31:24] te conto, o custo é um centavo a cada dez transações que a instituição paga para o Banco Central, mais três reais a cada megabit de dados usados que é mais ou menos mil transações isso aí. Realmente, em volume é um valor grande, mas quando a gente pensa o quanto a gente paga para uma instituição, para um TED, ou para emitir um boleto, ou quanto que a gente paga de intercâmbio em uma tarifa de cartão de crédito, o custo em si é muito mais atrativo para as próprias instituições e por consequência para os clientes finais.Henrique: O Banco Central não é de graça, mas ele fez com um preço bem camarada.Schuster: Entendi. E em termos de cenários futuros, o que se imagina que vai acontecer? Claro, gente isso aqui é sem compromisso (inint) [00:32:11], mas pensando muito para a frente, porque tem a curva de adoção, mas pensando que todo mundo adote mesmo, que fique uma coisa integrada na vida de todo mundo, ninguém não consegue nem imaginar mais, um dia tinha que fazer uma TED, ou que era complicado fazer isso, o que vai mudar tanto, o que vocês preveem de cenários?Henrique: Olha, não preciso nem falar do que a gente pensa dentro da instituição de fazer no PIX, é o que o Banco Central já propõe uma agenda PIX para o ano que vem já pesada. (Não é) [00:32:43] que a gente colocou o PIX no ar agora no final do ano que ele vai parar, não, o Banco Central já colocou, a gente vai ter outros usos para o PIX. Porque o PIX hoje ele vai entrar dentro do regulamento dele para você fazer transferência só entre contas transacionais, tanto uma pessoa jurídica ou uma pessoa física. Mas tem outras aplicações que vão ser possíveis fazer com PIX que vão entrar ao longo do tempo. Por exemplo, o Banco Central falou vai ter o PIX agendado, vai ter o PIX parcelado, eles falaram até de PIX internacional, então vai ter o PIX por aproximação, vai ter uma agenda lá para você ainda colocar mais robustez e deixar o PIX ainda mais presente em qualquer lugar. E fala até de se usar PIX para fazer grandes pagamentos, vou comprar um apartamento, vou fazer o pagamento via PIX, então o Banco Central mesmo já está trazendo uma agenda forte para o próximo ano de inovações que ele está propondo para o PIX que está entrando agora em novembro.Ana Luiza: E olhando muito para a frente, o pessoal do Banco Central, acho que ninguém aprofundou nessa ideia, mas falou, a gente pode até transferir por exemplo, documentos, então eu já vou, junto com a transferência, o pagamento (que eu faço) [00:34:07] de um apartamento ou de um carro, eu vou colocar ali o certificado, alguma documentação ou um contrato junto. Então acho que pensando em um longo prazo e que seja algo que dê muito certo, a gente vai ter outras coisas integradas junto com o pagamento, não vai ser só uma transação de dinheiro.Schuster: Tipo uma Smart conta, isso está parecendo (blockchain) [00:34:26] (inint) [00:34:27].Henrique: No comecinho o Banco Central pensou em fazer um PIX (blockchain) [00:34:32] através do (blockchain) [00:34:34] só que abriu mão porque iria consumir muita máquina para a quantidade de volume que iria acontecer, mas foi pensado em fazer com tecnologia (blockchain) [00:34:44].Ana Luiza: A gente junta isso também depois com o open banking que vai entrar, que o open banking vai permitir que o usuário permita que outras instituições tenham acesso aos seus dados além dos que ele já tem conta. Isso permite uma série de novos modelos de negócios, e assim como o PIX, eu entendo que a gente vai para um modelo de futuro muito mais aberto, então a gente vai ter dados mais abertos, possibilidades mais abertas, mais players no mercado, então você de repente vai ter uma quantidade (inint) [00:35:10] empresas que podem te oferecer o mesmo serviço ou um serviço eventualmente melhor que as outras não conseguem, então eu acho que a gente caminha muito para esse futuro de abertura.Schuster: Interessante, no final das contas é eliminar praticamente a zero a (inint) [00:35:24] para fazer pagamentos, tornar todo o mercado muito mais dinâmico, e esse dinheiro que se gasta hoje com pagamento vai acabar revertido para outra coisa e isso teoricamente se reveste em benefício para todo mundo, acho que a ideia geral é essa, não é?Henrique: É isso, e eu como um profissional de meio de pagamento, é até estranho (inint) [00:35:46] isso, mas eu quero que o meu produto esteja imperceptível para os clientes. Quanto mais imperceptível o pagamento for para o cliente, melhora a experiência que ele tiver. Hoje você pede um táxi, você pede por aplicativo, você não percebe que você, você entra em um táxi, sai dele, você não tem aquela flexão de fazer o pagamento, digitar ali, não sei o que, sensacional isso, não é? É muito bom, e a gente quer que tenha cada vez menos flexão porque as pessoas, mas lógico, com muita segurança, todo o processo por trás disso, mas o objetivo nosso é não ser entrave, é destravar as coisas, e o PIX acho que ajuda a gente aqui nessa parte do mercado financeiro a ajudar os clientes a ter menos entraves.Schuster: É impressionante. Então uma pergunta meio capciosa, mas então essas grandes instituições, o que vai virar o negócio desses grandes adquirentes e etc.? Para onde vai? porque hoje é investido em uma infra enorme para fazer a adquirência e etc., isso tende a acabar, não é, se o PIX der certo.Ana Luiza: É, eu acho que no fundo o que a gente vai ver sã os participantes tendo que se adaptar aos novos tempos com novos modelos de negócios. Quando a gente pensa em um cenário de PIX, a gente pensa vamos supor que 100% dos pagamentos vira PIX, a gente não precisa mais de cartão, e se a gente não precisa mais de cartão a Mastercard, a Visa, a Helo elas de repente passam de ter razão de existir, em tese, mas o que eu acho que a gente tem visto no mercado, é que todas as empresas de pagamento estão olhando mais para a frente e olhando o que elas podem fazer além do corebusiness delas com essa expertise que elas tem, com a rede de clientes que elas tem. Eu acho que vão entrar agentes novos no mercado, e as funções das empresas tradicionais como a gente tem hoje também vão ser adaptadas.Henrique: E volto, só para complementar aqui, volto em um ponto que eu coloquei no começo. Quem vai decidir é o cliente. No fim é ele que vai decidir se ele vai pagar o jantar ou o almoço dele com PIX, se vai comprar a compra que ele fez com PIX ou com cartão de crédito ou cartão de débito. O cartão de crédito ele tem uma fortaleza, uma barreira que é o crédito, o PIX ainda acessa a sua conta corrente, o dinheiro que você tem na conta corrente, então você não tem aquela facilidade de pagar tudo na mesma data do mês, acumula, fatura fechou, etc., que é o cartão de crédito, então as pessoas vão continuar usando o cartão de crédito porque elas acabam se alavancando com isso e tendo uma experiência diferente ali, o PIX ainda não entra nisso aí. Mas pode entrar, vai da imaginação de cada um aqui, da capacidade de cada empresa oferecer coisas parecidas.Schuster: (inint) [00:38:49].Henrique: Mas eu acho que as grandes empresas elas tem a possibilidade de se adaptar, se mostrarem interessantes, se mostrarem valiosas em outros pontos, e como fornecedor de tecnologia a gente vai consumir tecnologia para caramba para fazer PIX, a gente vai consumir modelos preditivos para tentar pegar possíveis fraudes, muito, tem outros caminhos aqui, dá para você se adaptar.Schuster: Exatamente, vai ser (bem) [00:39:23] dinâmico e certamente vai permitir muita inovação e muita coisa que a gente nem imagina. Pessoal, muito obrigado, achei a conversa excelente, acho que quem escutou vai ficar muito bem esclarecido nesse tema, agradeço muito por terem aceitado esse convite, foi um prazer conversar com vocês.Ana Luiza: Obrigada vocês pelo convite, gente.Henrique: Eu quem agradeço, não sei se eu falo boa noite, bom dia ou um até logo.Schuster: Valeu, Kneipp.Lucas Kneipp: Valeu Ana, obrigado Henrique, valeu, um abraço.Henrique: Valeu.Ana Luiza: Tchau.Lucas Kneipp: Um abraço.
: :
os agilistas

#99 Hype dos negócios: PIX

Tá na dúvida?

[email protected]

R. Antônio de Albuquerque, 330 – 14° andar
Savassi, Belo Horizonte – MG, 30112-010