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M1: Bom dia, boa tarde, boa noite. Este é mais um episódio de Enzimas, breves reflexões que te ajudam a catalisar o agilismo em sua organização. Pessoal, eu, como acho que a maioria das pessoas, tenho lido muito sobre essa crise do Covid nos mais diversos tipos de revista, de sites, etecetera, e uma questão que tem assombrado os americanos é como eles foram tão incapazes de reagir rapidamente nessa crise em coisas simples como, por exemplo, prover máscaras em quantidade intensa para, não digo nem a população, que está virando tendência agora, mas para os próprios profissionais de saúde. Algumas estimativas mostravam que ia faltar máscara para os profissionais de saúde. Interessante porque isso causou uma discussão muito grande sobre o enorme foco e eficiência em comprar as máscaras de lugares mais baratos, no caso a China, e a posição de fragilidade que isso deixou os Estados Unidos. É claro que a gente tem que tomar cuidado com qualquer discussão que seja retrospectiva, mas é inegável que existe um ponto aqui muito importante por trás disso tudo. É algo que a gente fala muito aqui no podcast, que é essa questão de fragilidade. É claro que quanto mais eficiente você procura ficar, mais você tem chance de aumentar a sua fragilidade. Então é óbvio que hoje existe uma concentração muito grande de manufatura na China e já tem economistas falando que uma tendência vai ser essa manufatura talvez se distribuir ao longo do mundo e talvez os Estados Unidos continue não fazendo essas máscaras dentro do seu próprio território. Por outro lado, se eles de fato quiserem reduzir a fragilidade mesmo sendo mais ineficiente fazer lá, eles deveriam fazer e talvez valesse a pena sim fazer lá justamente por se tratar de uma questão tão séria, tão estratégica e tão vital para um país. Por mais que o evento da pandemia seja raro, quando acontece, ele acontece de forma avassaladora, que é o que nós estamos vendo agora, e traz um prejuízo gigante tanto do ponto de vista de saúde quanto de economia. Então será que não valeria a pena ser mais ineficiente nesse caso, ter um colchão buffer dentro do próprio país para reduzir essa dependência? Essa discussão é muito interessante porque a gente já viu ela acontecer aqui no podcast em outros âmbitos muito menores, obviamente. Por exemplo, squads são uma unidade de trabalho, são equipes multidisciplinares que muitas vezes se tornam frágeis por causa desse foco obstinado em eficiência. Esse foco obstinado em eficiência, muitas vezes, impede que o squad reaja bem a alguma crise, ou reaja bem a alguma oportunidade nova, seja capaz de pivotar mesmo justamente por querer otimizar com eficiência, e ao se otimizar com eficiência você cria essa fragilidade de não ter os recursos quando você precisar dos recursos. Então eu diria que existe um paradoxo sobre a eficiência. É óbvio que é importante ser eficiente, mas a decisão de ser eficiente é fácil de ser tomada. Todo mundo fala que tem que ser eficiente. O difícil é justamente perceber quando você tem que trocar a eficiência pela antifragilidade.
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os agilistas

ENZIMAS #32 O Paradoxo da Eficiência

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