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M1: Bom dia, boa tarde e boa noite. Esse é mais um episódio de Enzimas, breves reflexões que te ajudam a catalisar o agilismo em sua organização.M2: Pessoal, outro dia eu escrevi um artigo falando sobre a necessidade de termos mais líderes com o pensamento sistêmico, mais líderes servidores. Falei nesse artigo, dentre várias coisas, como que é difícil para um líder tradicional, e isso eu acho que é bem explicável, é legitimo, mas como é difícil para um líder tradicional, que trabalha numa estrutura tradicional, abrir mão do seu poder, de tudo que ele conquistou na sua trilha corporativa para se tornar esse líder. De fato, é muito difícil, é muito complicado, não é? A pessoa as vezes trabalha naquela escada corporativa a vida inteira, não é? Mas eu estava pensando também e a gente sempre fica muito para esse lado, porque que o cara vai abrir mão disso. Só que assim, talvez a gente se esqueça, que junto com esse controle, poder, com o que esse líder (galgou) [00:01:06], existe um fardo que talvez fosse motivo suficiente na minha visão, para esse líder tentar trabalhar de forma diferente e tentar acreditar que seria melhor ser um líder servidor. E que fardo é esse? Esse fardo é o fardo de ser aquele que decide, de ser aquele que teoricamente faz as coisas acontecerem, de ser aquele que aguenta a pressão inteira, de ser aquele que carrega toda uma estrutura, responde toda uma estrutura. Acaba que num ambiente tradicional de comando e controle, ainda que todo mundo fique muito estressado e sob muita pressão, o fardo cai muito sob o líder nesse sentido de que no final das contas ele é responsável por fazer tudo acontecer, por decidir tudo. E na verdade ele gosta disso porque assim que ele ganha relevância e protagonismo. Mas por outro lado, eu insisto, isso vira um fardo muito grande, vira um elemento de estresse muito grande. Então a pergunta é: Será que não seria muito melhor para esse lide, ainda que ele colha benefícios de ter esse fardo, se ele colocasse uma estrutura orgânica para funcionar a favor dele, se ele distribuísse esse fardo por tantos times independentes, e ninguém mais sentiria tão forte esse fardo sobre os seus ombros? Que ele fosse muito mais um facilitador, alguém que servisse aqueles times, mas distribuísse a pressão, distribuísse verdadeiramente a responsabilidade e chamasse os times para jogar o jogo junto com ele? Então o enzima de hoje é mais para isso, sabe? Será que esse líder tradicional, por mais que ele se veja numa posição da qual ele não quer no fundo abrir mão, de poder e de controle. Será que o fardo que ele está sustentando não é grande demais?
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os agilistas

ENZIMAS #42 O Fardo Da Liderança Tradicional

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