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Marcelo Szuster: Bom dia. Boa tarde. Boa noite. Esse é mais um episódio de Enzimas, breves reflexões que te ajudam a catalisar o agilismo em sua organização. Hoje eu queria falar sobre uma outra forma de enxergar essa necessidade de experimentação que a gente sempre fala no agilismo que eu acho interessante, eu acho que quando a gente vê as coisas de diferentes pontos de vista e de diferentes perspectivas a gente vai aprimorando o nosso modelo mental e percebendo o quanto que é mais adequado usar aquele modelo, em qual situação que é mais adequada. Nassim Taleb ele fala um negócio muito interessante que é o seguinte, ele fala que num mundo que é muito incerto você pode ter ganhos enormes com determinados experimentos que você faça, se você tem ganhos enormes determinados experimentos, mas você tem perdas pequenos para esses mesmos experimentos acontece o que ele chama de convexidade, sabe? Esse termo vem de matemática, é um tipo de curva, de função, mas o que interessa é isso aqui, ou seja, se você faz um experimento e pode ter ganhos enormes, mas por outro lado o seu custo de fazer aquele experimento é pequeno, então as suas perdas são pequenas, a gente chama isso aí de convexidade. E aí o que é que acontece, se você tem um ambiente que tem essa propriedade, e que ambiente é esse? Normalmente são os ambientes complexos, são os ambientes que tem um grau de incerteza muito grande, é muito melhor você ter opcionalidade, e a opcionalidade significa justamente esses pequenos experimentos, você sempre ter opções de fazer pequenos experimentos e de mudar o curso do que você ter um plano rígido, um plano fixo como se fosse uma high way, igual ele comenta ali nesse artigo, uma estrada sem saídas que você é obrigado a seguir aquele caminho. Por quê? Porque se você consegue ter essa possibilidade de opções, ou seja, de a cada momento exercer opções de pequeno valor, uma delas pode te levar a um resultado inesperadamente bom. E no final das contas ele mostra que essa forma de aprender num mundo que é mais incerto é muito mais eficiente do que aquela formula que ele chama de teleológica, sabe? Que você já parte com um fim claro do que é que você quer aprender, como se você já partisse de uma teoria. E aí ele dá umas regrinhas, umas heurísticas para aumentar a (inint) [00:02:28] aí nesse ambiente, que eu achei bem interessante. O primeiro que ele fala é o seguinte: “Olha, a convexidade é mais fácil de atingir que o conhecimento”. O que é que ele quer dizer com isso? Ao invés de você preocupar do começo, ter o conhecimento completo, por exemplo, de como que o seu produto lá digital vai agradar um consumidor, você pode aumentar a convexidade e aumentar a convexidade nesse caso significa você aumentar a chance de retorno de cada experimento, fazendo, por exemplo, com que cada experimento ou unidade de curso por experimento seja bem pequena. A outra estratégia que ele fala é uma estratégia de múltipla experimentação, que é o que eu já falei aqui anteriormente, além de fazer experimentos você vai fazer múltiplos experimentos porque você realmente não sabe exatamente qual que vai dar o resultado. Outra coisa bem interessante é você tentar acreditar menos em narrativas, eu achei isso assim super interessante. Ele fala que os caras que ficam procurando as empresas que podem ser black swans, eles procuram muito mais agentes, as pessoas que estão a frente que tem uma postura exploratória de mudança de rumo, de tecnologia, etc., do que narrativas perfeitinhas porque essas narrativas perfeitinhas acabam sendo teleológicas, elas já tentam antecipar exatamente o que você está procurando como se você já soubesse o conhecimento e isso aí reduz a experimentação. Outra que fala super interessante é isso, é que a teoria nasce muito mais da prática, isso acontece muito mais frequentemente do que o reverso. Isso é curioso, no fundo deve ser um processo em que você teoriza um pouco, experimenta um pouco, a partir do experimento você muda a teoria, mas o que ele quer dizer muito aqui é que as grandes inovações, até as grandes descobertas científicas elas normalmente são fruto de muita prática e de muita experimentação e, na verdade, a teoria surge depois disso, apesar de a gente sempre gostar de acreditar no contrário, não é? E ele também fala mais duas heurísticas aí, uma de premiar a simplicidade, quanto mais simples, claro, você tem menor custo por experimentação. E a questão da via negativa também, porque na medida em que você vai fazendo experimentações você também já vai descobrindo o que não dá certo, e na medida em que você descobre o que não dá certo você vai eliminando aquilo do seu domínio e possibilidades de achando o caminho, às vezes, certo muito mais descobrindo o que não dá certo, desde que você esteja disposto, claro, a pagar por aquilo. Então é isso que eu queria falar hoje, eu achei interessantíssimo isso. Isso não é só para software obviamente, isso na verdade é como as espécies evoluem, é como as inovações possivelmente na história da humanidade evoluem. E o fato é esse, se você está num mundo aí de muita incerteza e a gente afirma isso o tempo todo com esse mundo vulca nosso, não é? A estratégia melhor nesse mundo de muita incerteza é você tirar mais proveito disso, que é a questão de ser anti-frágil, e uma das formas melhores de tirar mais proveito disso é fazer muitos pequenos experimentos e manter sempre as opções abertas.
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os agilistas

ENZIMAS #48 Tenha sempre opções