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Schuster: Bom dia, boa tarde, boa noite. Esse é mais um episódio de Enzimas breves reflexões que te ajudam a catalisar o agilismo em sua organização. Pessoal, no Enzimas de hoje queria falar um pouquinho sobre um artigo que saiu na The Economist da semana passada, a coluna que chama (Champter) [00:00:19] e nessa coluna o autor, fala um pouquinho sobre a queda da GE, tentando explicar a queda da GE. A GE já foi uma potência, ela era na época do Jack Welch o grande exemplo do capitalismo americano. E ela está enfrentando uma crise muito grande da qual ela não consegue sair, tem livros escritos sobre a GE tentando explicar o que acontece, eu achei interessante, por quê? Porque o autor mostra o seguinte, primeiro se parte muito daquela antroporfomização dos negócios, sabe? De tentar colocar o sucesso todo numa pessoa ou o fracasso todo numa pessoa. Então se procura, se o fracasso já vem desde o Jack Welch, se na verdade o Jack Welch era mais vilão do que herói, ou se ele foi mais causa do (inint) [00:01:06], ou se foi problema dos sucessores do Jeff Immelt. E é interessante, isso, porque quando você começa a procurar explicações lá, ao mesmo tempo em que o Jack Welch foi muito importante para a história da GE, investiu pesadamente lá na GE Capital, a GE Capital conseguia pegar dinheiro barato por causa do score que a GE tinha no mercado, porque era uma empresa solida. E conseguia com isso, digamos assim, em fazer muito dinheiro e talvez disfarçar alguns negócios que estavam começando a ficar decadentes. Quando o Jeff Immelt entrou, ele tentou levar a GE para um patamar diferente, fazendo com que a GE parecesse de fato uma empresa extremamente moderna comparada a uma startup, sabe? Então modernizar a GE completamente, começou a repetir narrativas aí, buscando a atenção dos investidores e do mercado. E é curioso, porque no final das contas, será que foram essas caras, será que é simplesmente o tempo que faz com que negócios tão grandes realmente passem por solavancos enormes? A covid agora, por exemplo, em plena tentativa de recuperação da GE, a covid trouxe um impacto enorme aí no negócio de aviação que era o negócio mais lucrativo. O que é que eu estou comentando isso tudo aqui? Umm tema comum, no podcast, foi objeto de enzima, objeto de colunas aí etc., é essa dificuldade de lidar com esse mundo complexo e a necessidade de a liderança ser humilde. Quando a gente dá essa mensagem aqui, a gente não quer dizer que o líder não vá tentar fazer as coisas, ou que não haja algo a ser feito. Mas que é importante, mas você tem um modelo de mundo onde você saiba que a sua participação pode até se importante, pode ser até relevante, mas que tem um milhão de fatores em jogo em qualquer história dessas. Acho que isso é fundamental, para alguém que quer começar a mudar empresa, para uma empresa que realmente tem uma estrutura mais orgânica que coloque todo mundo no jogo e que mude a decisão, o eixo da decisão. Então, o líder, ele vai deixar de ser tão protagonista, já falei isso em vários episódios e só fica tentando trazer exemplos de como a nossa mente ainda é contaminada por isso. Quando a GE estava bem, era por causa do Jack Welch, depois ela estava mal talvez por causa do mesmo Jack Welch, aí o Jeff Immelt no começo parecia que estava indo bem, então é por causa do Jeff Immelt, aí não, depois ela foi mal é por causa do Jeff Immelt. É claro que esses caras tem um papel super importante até porque hoje Jeff Immelt, por exemplo, era CEO e chefe do conselho, o que é algo bastante condenável hoje em dia, porque fica difícil ai do conselho barrar uma decisão do CEO, se o chefe é o mesmo, o (inint) [00:03:58] ele é o mesmo. Mas para fechar e o autor cita isso nesse artigo achei muito interessante, a grande lição aqui é uma lição que o Tolstói fala no livro dele lá, Guerra e Paz, ele falando sobre a queda de Moscou, quando as tropas de Napoleão chegaram em Moscou, e Moscou foi colocado fogo em Moscou, e os russos recuaram ele fala assim: “a queda de Moscou não pode ser explicada somente por Napoleão ou por Alexander I”, que era o (czar) [00:04:29]  na época, quero, a gente tende a querer explicar as coisas somente pelas lideranças e de forma muito simples e o começo da mudança entende que as coisas não são assim.
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os agilistas

ENZIMAS #52 A queda de Moscou

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