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M1: Bom dia, boa tarde, boa noite, este é mais um episódio de Enzimas, breves reflexões que te ajudam a catalisar o agilismo em sua organização.M2: E aí pessoal tudo bem? Vocês já se pegaram clicando em alguma página de algum produto na internet ou em alguma funcionalidade dentro de algum produto que você usa e caiu em uma página dizendo que aquela funcionalidade ou aquele produto ainda não existia? Pois é, o nome desta técnica se chama fake door e ela é usada hoje, e tem sido usada por bastante tempo, para a gente conseguir validar se uma ideia que a gente tem ou se um produto, uma oferta que a gente quer criar, ela vai de fato ser comprada ou ela vai de fato ser usada pelo nosso usuário. Eu tentei achar a origem, quem criou esse método, não consegui achar em lugar nenhum na internet. As informações que achei é de uma empresa de game que chama (Zynga) [00:01:00], que começou a usar este método lá em 2011, então é algo bastante antigo, é uma técnica que pode ser considerada para MVP, mas tem pessoas que falam que é antes do MVP, e eu realmente concordo com essas pessoas, porque fake door é basicamente você não construir a funcionalidade, mas só a porta, então, quando o cliente abrir esta porta, ele vai dar de cara com a parede, não tem nada depois dessa porta. Então, um pouco diferente de outra técnica de validação, como o Mágico do Oz, que tem alguém simulando todo esse produto por trás. Um case muito famoso do Mágico de Oz foi a (Zatsu) [00:01:41] lá atrás. Então, qual a ideia da fake door? Basicamente, a maneira correta de usar esse método para você validar uma ideia, ele pode ser usado em dois momentos, quando você não tem nada ainda, você só está querendo validar uma ideia mesmo antes de escrever código para ela, mesmo que esse código seja do MVP. E você pode usar quando você já tem um produto e aí você quer testar novas ideias lá dentro, novas funcionalidades ou se você quer testar algum modelo de precificação, ou se você quer testar se o usuário compraria alguma nova funcionalidade que você está pensando em colocar lá. Então, a ideia é mais crítica para quando você não tem nada, então tem que tomar um pouco de cuidado para quando usar esse teste, para não frustrar as pessoas. Porque às vezes é uma ideia tão boa que a pessoa vai clicar e ela vai ficar muito frustrada, então, como em qualquer teste, ele tem que ser controlado, ao ponto de você não acabar com a sua base antes de você ter o produto em si. Então a ideia é você validar, é um método quantitativo. Mas, o que tenho visto é que muitos fake doors, testes, eles pegam só o e-mail das pessoas, mas a ideia não é essa, a ideia é você aprender com esse teste, você ter um call to action lá, ter um botão que leva para uma landing page ou alguma coisa assim, é importante para medir a aderência. Mas, sobre o produto como um todo, sobre a funcionalidade como um todo, o ideal é que você liste o que você está querendo aprender com aquele teste, levante suas hipóteses, assuma algumas hipóteses, tente identificar aquilo que você não sabe, que é o que precisa aprender. Então, por exemplo, eu quero entender se o cliente pagaria um plano premium para mim, de um produto que eu já criei. Ou eu quero entender, tive uma super ideia, não sei, de vender meias rosa, por exemplo, será que eu teria um mercado que compraria meias rosa? Então são exemplos simples, mas que elucidam porque usaria isso. Bom, então, uma vez que você já quer descobrir isso, você levantou o que você quer descobrir, o que você quer aprender, você vai construir fake door em torno disso. Você vai construir uma página, ou você vai mandar um push notification, vai mandar uma SMS, algo que te ajude a entender isso que você quer aprender. E por último, muito importante, meça a interação desse usuário com o que você criou. Você precisa medir isso para entender se você vai ter sucesso com esse experimento ou não, porque não deixa de ser experimento e todo experimento precisa ter um target. Então você vai falar “vou lançar essa oferta e se 20 por cento da minha base clicar e ter aderência, eu parto para fazer um MVP disso, para construir código, para de fato continuar aprendendo, senão eu desisto dessa ideia porque ela não tem aderência nenhuma”. Então a ideia toda por trás disso é essa. A ideia também é tomar sempre muito cuidado, como eu falei, é menos arriscado quando você já tem um produto, quer testar uma oferta, mas quando você não tem nada, você frustra os usuários. Tem cases bem interessantes que usaram fake door, mas já com um produto, então, por exemplo, a Buffer, que é uma empresa americana que te permite automatizar suas postagens nas redes sociais, eles começaram como uma plataforma free e depois eles foram criando os planos que eles têm hoje de premiuns através de testes que eles usaram fake doors. Então, quando o usuário clicava naquela oferta, ele via que aquela oferta não existia, mas aí ele deixava o e-mail dele ou a própria plataforma pegava esse cliente. Então outros cases, Dropbox fez muito isso antes de criar várias integrações que ele tem lá dentro, porque uma integração é algo custoso. Facebook fez muito isso também. Mas a gente se depara com isso a todo momento e uma coisa bem importante é de fato a gente acreditar neste teste, as vezes a gente começa a criar algum teste, o teste está dizendo para a gente que não atingiu nosso target e a gente as vezes mesmo assim vai lá e: “não, vou então fazer MVP”. Mas o teste é justamente para evitar que você gaste muito dinheiro, porque escrever código começa a ficar bastante caro, antes de você de fato ter uma ideia melhor de aderência disso, então é para isso que este teste foi criado, junto com todos os outros, todos os tipos de validação, ainda mais no mercado hoje em que tem muita startup, então geralmente, startup usa muito esse teste porque tem pouca grana no começo. Então imagina você construir o código, chegar a concluir de fato o MVP, sem validar antes, sem validar extensamente com outros tipos de técnicas mais baratas e aí não dá certo, você tem que voltar. Tem startups que ainda vão ter grana para voltar, mas vão ter startups que vão acabar morrendo por causa dessas decisões. Então o momento certo de usar esse tipo de teste é você olhando muito para o custo que você tem, o investimento que você pode fazer, tentando de fato validar sua proposta de valor aí. Muito obrigado pelo convite de falar aqui com vocês e até a próxima. Valeu.
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os agilistas

ENZIMAS #98 Fake Door, o MVP antes do MVP – Pablo Silva

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