Computação em nuvem: 3 etapas indispensáveis para migrações bem-sucedidas  

Por Juliana Fernandes|
Atualizado: Nov 2023 |
Publicado: Mai 2023

A corrida pela transformação digital nos últimos anos colocou em evidência o uso da computação em nuvem, que têm possibilitado a adaptação e criação de produtos digitais que atendam as constantes demandas de mercadocom agilidade e segurança.  

A computação em nuvem é uma solução moderna para a infraestrutura de TI, oferecendo flexibilidade, escalabilidade e economia de custos. No entanto, a adoção e migração para a nuvem pode ser um desafio, principalmente para empresas maiores com infraestrutura complexa e sistemas legados.

Neste artigo, vamos abordar esse processo e como implementar a arquitetura em nuvem da melhor forma na sua empresa.

O que é arquitetura em nuvem?  

A arquitetura em nuvem é uma forma de hospedar e, gerenciar serviços e aplicativos em servidores remotos, em vez de tê-los em servidores físicos. Essa explicação pode parecer muito abstrata, certo? Para entender melhor como funciona a arquitetura em nuvem, podemos utilizar uma analogia com um condomínio.

Infraestrutura adequada

Imagine que você é o proprietário de um lote e deseja construir uma casa para morar. Sua residência, assim como todas as outras unidades do bairro, é equipada com os recursos básicos, como energia elétrica, água potável, gás, esgotamento, asfaltamento, etc. Ou seja, o município te oferece a infraestrutura necessária para habitar aquele local, e todos os moradores podem utilizar esses recursos de acordo com as suas necessidades.  Agora, pense na arquitetura em nuvem como se fosse esse condomínio. A nuvem fornece toda a infraestrutura necessária para a construção ou migração de ativos digitais, partindo de componentes e soluções “compartilhadas”.

Padronização e adequação

O proprietário, por sua vez, terá uma determinada liberdade para construir em seu lote. Ele terá autonomia para escolher a arquitetura, os cômodos, a estética da sua residência. Entretanto, essas decisões devem respeitar algumas diretrizes de ocupação urbana como altura máxima, afastamento frontal e lateral, coeficiente de ocupação, etc. Essas regras, definidas pelo município, tem como objetivo a segurança da região e a garantia de que a infraestrutura ofertada será suficiente para os moradores. 

Na nuvem acontece algo similar. Cada ativo digital a ser migrado para a nuvem, passa por uma análise arquitetural que segue alguns parâmetros e utiliza de componentes definidos. Ou seja, eles tem liberdade, mas a arquitetura deve estar em conformidade com as boas práticas definidas pelo time de soluções. Uma vez aprovada a arquitetura, os times de produto podem realizar o deploy – ou seja, construir a sua casa. 

Ambientes compartilhados e seguros 

Concluindo, a arquitetura em nuvem é como um condomínio, onde os usuários podem construir unidades habitacionais (ativos digitais) equipadas com recursos básicos e infraestrutura comum (recursos compartilhados) de forma segura e independente. Além disso, é possível escalar, garantir alta disponibilidade e segurança para os aplicativos e serviços executados na nuvem.

 

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Benefícios da computação em nuvem 

A adoção de uma arquitetura em cloud pode representar grandes mudanças, mas também trazer uma série de benefícios a longo prazo, que são essenciais para empresas que querem se manter relevantes no cenário digital. Listamos algumas vantagens competitivas que a cloud pode trazer para o seu negócio: 

  • Redução de custos: A adoção de arquitetura em cloud pode ajudar a reduzir custos operacionais. Com a infraestrutura em nuvem, os investimentos das empresas serão direcionados apenas recursos realmente utilizados, o que significa que não haverá gastos em infraestrutura subutilizada. Esse é um passo para eficiência digital. 
  • Escalabilidade: A arquitetura em cloud permite que as empresas escalonem rapidamente seus recursos em resposta às mudanças na demanda. Isso significa que as empresas podem expandir ou reduzir seus recursos, sem a necessidade de investimentos adicionais ou perda de desempenho. 
  • Flexibilidade: A nuvem oferece às empresas a possibilidade de trabalhar de qualquer lugar com conexão. Essa flexibilidade é essencial para empresas que operam globalmente e precisam garantir a colaboração entre times localizados em diferentes partes do mundo. 
  • Agilidade: Os recursos compartilhados e padronizados existentes em uma arquitetura em nuvem garantem que os times implantem novos aplicativos rapidamente. Para além da maior eficiência e produtividade, isso significa que as empresas podem responder rapidamente às mudanças do mercado, lançando novos produtos e serviços com maior rapidez. 
  • Segurança: Os provedores de serviços em nuvem oferecem serviços de segurança avançados para proteger os ativos digitais da empresa. No entanto, isso quer dizer que o processo de migração para a nuvem deve incluir uma avaliação cuidadosa dos riscos e a adoção de novas práticas de segurança. 
  • Integração: Com a arquitetura em cloud também é possível que as organizações integrem facilmente seus sistemas e aplicativos. Essa integração pode trazer eficiência dos processos de negócios e operacionais, além da colaboração entre áreas da empresa. 
  • Inovação: Já comentamos algumas vantagens competitivas que a adoção de arquitetura em cloud pode oferecer. Unindo esses benefícios, chegamos a conclusão que a nuvem pode ser um grande catalisador de inovações. Isso ocorre, pois ela garante uma modernização da arquitetura vigente e permite uma contínua incorporação de novas tecnologias, como machine learning e IA (inteligência artificial), na criação de novos produtos e serviços digitais. 

 

A importância de uma estratégia para a adoção da computação em nuvem 

Agora que você conhece a computação em nuvem e tudo que ela pode oferecer de vantagens para os negócios, precisamos falar um pouco sobre o processo de implementação desse modelo.  

Sem dúvidas, a adoção da arquitetura em nuvem é uma mudança significativa para qualquer organização. Ela deve ser bem planejada para que os benefícios possam ser alcançados. Uma estratégia de adoção eficaz deve considerar três pontos principais: alinhamento estratégico, planejamento tático e gestão de mudança. 

Alinhamento Estratégico

Em primeiro lugar, a estratégia de negócio deve ser considerada antes mesmo de se decidir em adotar de fato a arquitetura em nuvem. É necessário entender se esse novo modelo vai atender aos objetivos de negócios visados, entender o “por quê” dessa adoção. E é importante sempre ter essas metas em mente pois elas que orientarão todo o processo, desde sua estruturação até a priorização da fila de migração. 

Planejamento tático

Em segundo lugar, o planejamento tático é crucial para garantir que a mudança para a arquitetura em nuvem seja bem-sucedida. Isso inclui a seleção cuidadosa de fornecedores de serviços em nuvem, um framework para operação, bem como a definição de um passo-a-passo claro para a mudança. Assim, os times responsáveis pelos ativos digitais a serem migrados terão as orientações necessárias para atuar com independência dentro da nuvem. 

Gestão da mudança

Por fim, a gestão de mudança é fundamental para a compreensão de que a adoção da arquitetura em cloud não representa apenas uma mudança de TI. Ela pode representar transformações em processos e impactos em pessoas, e isso deve ser mapeado e mitigado durante o processo de implementação. Isso envolve a preparação de equipes para trabalhar em uma nova infraestrutura e a comunicação clara sobre como as mudanças afetarão as operações cotidianas. Também é importante ter um plano de treinamento para garantir que os funcionários estejam familiarizados com as novas ferramentas e processos. 

Em resumo, a adoção da arquitetura em nuvem pode trazer muitos benefícios, mas é importante ter uma estratégia bem planejada para garantir que a transição seja suave e bem-sucedida. Isso requer uma compreensão clara dos objetivos de negócios, um planejamento tático cuidadoso e uma gestão eficaz de mudanças.

 

Migração para nuvem: excelência em execução é o caminho

É aqui que entra o Centro de Excelência (CoE) em nuvem. Um CoE em nuvem é um grupo dedicado de profissionais de TI que atuam como um centro de recursos para guiar uma organização na migração para a nuvem. Um CoE em nuvem é essencial para ajudar as empresas a alcançar uma maior eficiência digital. Mas, por que o caminho é o investimento em Centros de Excelência?  

O que é o Centro de Excelência em Nuvem (CoE)?

Primeiramente, ter um CoE significa que você terá conhecimento especializado. O processo de migração não é tão simples quanto mover alguns aplicativos para a nuvem, como fazemos com o Google Drive ou o ICloud. É uma mudança grande de infraestrutura e, sobretudo, é uma nova forma de pensar em TI 

Um CoE em nuvem é composto por especialistas que conhecem as melhores práticas, as ferramentas e as estratégias necessárias para uma migração bem-sucedida. Esses especialistas podem orientar sua empresa durante todo o processo, auxiliando e apoiando os times de produto. 

Quais são as vantagens do CoE?

Toda essa expertise também ajudará a otimizar investimentos e a estabelecer processos mais eficientes. Um bom CoE padronizará ferramentas e metodologias de migração garantindo que toda migração seja mais eficiente e consistente. E isso, acompanhado de uma estratégia clara que direciona os investimentos e evita gastos em recursos desnecessários. 

Outra grande vantagem dos CoE’s é a preocupação com a segurança. Esse time estará sempre buscando implementar as melhores práticas de segurança e realizando monitoramentos constantes na infraestrutura, realizando as melhorias necessárias. 

E por último, mas não menos importante, um Centro de Excelência oferece para as empresas um suporte contínuo. Para isso, precisamos relembrar que a migração para a nuvem não é um processo único. Trata-se de um processo contínuo, que requer monitoramento e otimização frequente. Com um CoE em nuvem, você terá sempre um apoio para ajudá-lo a gerenciar sua nova infraestrutura. E assim você pode se concentrar em seus negócios principais, sabendo que “sua nuvem” está em boas mãos. 

Isso também significa que os times de produto e de TI da sua empresa terão acesso à esses especialistas, e terão a quem recorrer em caso de problemas ou dúvidas. Assim, todo a fase adaptação com a nova tecnologia e com os novos processos que ela trouxe, acontecerá de forma mais suave e segura! 

Quer entender como isso ocorreu na prática? Visite o Case CCoE da RHIM. 

 

 

 

 

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