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Mindset ágil: Um olhar interno sobre as estruturas

 O Agilismo é um tema que debatemos por aqui. Já desmistificamos, apontamos princípios e trouxemos discussões mais filosóficas sobre o “ser agilista”. Nesse sentido, achamos válido não apenas apresentarmos um panorama sobre o que é o mindset ágil, mas também elencar quais são as chamadas redes ágeis e como essas estruturas são divididas e aplicadas na prática.

As estruturas e organizações de trabalho definem e moldam como as entregas serão feitas. Na metodologia ágil – que preza por entregas constantes de valor –, esse processo se dá pela divisão de equipes que sejam capazes de atingir tais resultados no tempo necessário. 

OsAgilistasEp88 - Estruturas dti

Compilamos abaixo os principais pilares das estruturas ágeis e como eles se organizam na realização de demandas na empresa, que está sempre passando por mudanças e adaptações. Continue a leitura e entre nesse universo de aprendizado constante, experimentação, transparência, cadência e foco em resultados.

Menos é maisreduzir a quantidade para resultados de valor 

Squads são times reduzidos, autônomos e multidisciplinares. Os membros dos times possuem um conjunto de habilidades distintas. O intuito é desenvolver todos os aspectos do desenvolvimento de um produto final, desde a concepção à execução. Aplicando esse método, a equipe garante sua independência para a realização de demandas, outro aspecto crucial para o agilismo. 

Com as funções pré-estabelecidas, os Squads garantem o foco e aprendizado contínuos . É importante lembrar que os Squads não precisam apresentar uma definição exata sobre quais integrantes fazem parte do time. A escolha por determinados profissionais é feita a partir da necessidade do grupo.   

Em busca de um clã

 Assim como em qualquer sociedade, a divisão por grupos é uma maneira de otimizar a conexão entre os indivíduos. No agilismo, o conceito de Tribo cumpre esse papel, abrangindo um conjunto de Squads com um propósito comum, com foco na ajuda, complemento de tarefas e organização da estrutura do trabalho. 

A organização interna das Tribos é similar a dos Squads: multidisciplinar e complementar. Construindo uma relação transparente entre todos os membros da tribo, é possível acompanhar, de perto, todas as entregas e demandas, sem abandonar a pluralidade,  mas garantindo a autonomia. Dentro desse sistema, o acompanhamento acontece por meio dos encontros, discussões construtivas e   feedbacks constantes.

Irmãos de habilidade: para se sentir em casa  

Os Squads agregam pessoas com competências diferentes, já as tribos abraçam esse conjunto de Squads. E as pessoas da mesma área que possuem as mesmas habilidades? Não conversam entre si? É aí que o Chapter nasce:  da necessidade de um grupo de colaboradores que ‘’falam a mesma língua’’.  

Quem entende de programação em Java, por exemplo, pode se juntar a um Chapter formado apenas por desenvolvedores Java, que compartilham experiências, demandas e se atualizam sobre o assunto.  É importante lembrar que a essência de um Chapter é a troca: os profissionais de uma mesma área sempre possuem novos ensinamentos e conhecimentos para compartilhar. 

Conexão de interesses: a pluralidade das guildas   

 Assim como os Chapters, as Guildas reúnem pessoas com competências semelhantes, mas não se limitam a isso. Os interesses  em comum podem partir de pessoas de diferentes áreas, que pensam em se especializar em alguma prática e levantas discussões sobre um tema. Na teoria, as Guildas são a representação do senso de pertencimento. 

Outro diferencial das Guildas é a não “obrigatoriedade”, ou seja, nem todos os colaboradores de uma empresa ágil têm uma guilda.  Participa de uma guilda quem tem interesse em participar. Nesse caso, um grupo de pessoas norteia a troca de experiências como uma roda de conversa, sem a presença de um “líder” ou “coordenador” propriamente dito. Os encontros são semelhantes aos clássicos grupos de estudo das escolas, que focam na troca  de conhecimento, sem a formalidade das aulas.

Definir a empresa ágil como um organismo vivo e mutável não é um equívoco. Assim como cada órgão desempenha uma função crucial em nosso corpo, cada uma das estruturas citadas acima é um pilar para o agilismo se manter vivo e em constante mudança, como deve ser. 

Por fim, a cultura também é um fator determinante para que a metodologia ágil possa ser aplicada de forma eficaz e dinâmica. Os ritos e cerimônias presentes no mundo do agilismo são comportamentos que merecem outro artigo só para eles. Em nosso podcast Os Agilistas falamos mais sobre as vertentes do agilismo de forma didática e rica. Acesse pela sua plataforma de áudio favorita e agiliza aí!  

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