papel das lideranças
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Diurno

Paradoxo do Controle: o papel das lideranças no novo normal

Existe um enorme grau de incerteza sobre o mundo pós-pandemia. Uma nova expressão – o “novo normal” – já se tornou lugar comum. De um ponto de vista mais amplo, entende-se que a vida em sociedade não será mais a mesma, que a pandemia deixará marcas e seus efeitos serão duradouros. E do ponto de vista mais restrito, do mundo dos negócios, a consequência é clara: como se comportará o consumidor nesse novo normal? Cada empreendedor passa refletir sobre seu modelo de negócios e – em casos extremos – se o modelo de negócios ainda é, de alguma forma válido! Hoje vamos refletir sobre o papel das lideranças em meio a tanta incerteza.  

Mundo VUCA na prática 

Pode-se dizer que o novo normal traz de forma concreta, para a vida das empresas, o conceito do mundo VUCA, tão popularizado pelas disrupções catalisadas pela transformação digital. O que para alguns era abstrato, talvez mesmo até um certo exagero, agora se materializa de forma avassaladora. A mudança, a adaptação, não serão mais uma escolha.  

Parece então que, em meio a toda incerteza, pelo menos há uma certeza (além de que o novo normal será diferente): 

 as organizações agora não podem esperar mais para fazerem as mudanças estruturais, para que sejam verdadeiramente capazes de operar em um ambiente extremamente complexo, onde sentir e responder rapidamente é a principal vantagem competitiva. agilismo – não como prescrição, mas como um conjunto de valores e princípios – nunca foi tão fundamental. É fácil, portanto, fazer a previsão de que haverá um movimento fortíssimo para adoção do ágil. Mas será mesmo? 

Pressão por controle pós-pandemia 

Infelizmente, somado à enorme incerteza sobre os novos modelos de negócio, há um fato concreto do qual quase ninguém escapa: todos estaremos mais pobres após a pandemia. Isso significa que as empresas não só trabalharão em um ambiente extremamente incerto, mas terão, à sua disposição, menos recursos. Esse ambiente cria uma pressão enorme sobre os executivos, que passam a ser cobrados por resultados, pela virada, em um ambiente onde mal sabem caminhar, e trabalhando em condições muito mais difíceis. 

E qual é a reação mais humana em tal ambiente, principalmente sobre aqueles que tomarão as decisões, nas tradicionais estruturas de comando que ainda perduram em quase todos negócios? 

Controlar e centralizar, afinal das contas, “cash is king” e ninguém pode ser dar ao luxo de desperdiçar um centavo que seja. Então vejamos o tamanho da decisão que paira sobre a cabeça dos principais executivos nesse momento: logo agora, onde a gestão tradicional crê nos líderes “mestres de xadrez” para apontar exatamente o caminho a ser seguido, as próximas jogadas… esse líder irá abrir mão dessa posição e em humildemente passará a atuar como um verdadeiro líder servidor – “jardineiro”? 

Qual o verdadeiro papel das lideranças nesse momento? 

Acredito que nesse momento é hora de dobrar a aposta nesse novo estilo de liderança e na estrutura mais orgânica. É hora de trazer todos para o jogo, unidos pelo propósito comum da organização. É hora de entender que só é possível sentir e responder levando a decisão para todos níveis da empresa e dando espaço para experimentação. É hora de sair da falsa sensação de controle dos planos tradicionais e detalhados- concebidos nos altos níveis das organizações – e se juntar aos times, próximo da realidade e da ação. 

Pelo menos um aspecto dessa triste pandemia pode ser usado nesse momento: não há dúvida que a hora de nos mobilizarmos é agora, que todos lutarão como nunca, se tiverem espaço. Não desperdicemos isso.  


 

Você está pronto para o 1º passo? Vamos juntos nessa jornada. Acompanhe Os Agilistas para saber mais sobre liderança servidora, times colaborativos e negócios verdadeiramente ágeis. 

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