A imagem mostra os pés de uma pessoa sobre setas desenhadas no chão indicando diferentes caminhos
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Produto, Comunicação e Marketing: um guia (nada definitivo) da transição de carreira

Recentemente, em um dos (muitos) devaneios de quarentena, fiz uma reflexão sobre a minha trajetória e transição de carreira. Os questionamentos giravam em torno de: o que construí como profissional até aqui? O que posso aprender com a carreira de produto? Onde posso chegar nessa jornada? Já adianto que não cheguei a nenhuma resposta conclusiva sobre a segunda pergunta. Ainda assim, consegui analisar o caminho percorrido e como tem sido positivo mergulhar de cabeça em novos desafios profissionais que surgiram no meio do caminho.

Este artigo é sobre essa liberdade de escolher o que eu quero para a minha trajetória, a importância de times multidisciplinares e conhecimento. Bora lá?

Da comunicação aos times de produto

No título deste blog post já dei um spoiler sobre algumas funções nas quais atuei. Sou publicitário de formação e apaixonado por comunicação, marketing, design e pelo universo do Branding e suas conexões. Nos meus 3 anos de dti digital, já atuei como Designer Gráfico, Social Media e Analista de Marketing. Atualmente, integro uma das muitas equipes ágeis como Product Owner (PO). Certamente o Luiz, calouro de 2016, não imaginava como seria a trajetória a partir da matrícula na faculdade, mas tinha certeza de que faria o possível para aproveitar da melhor maneira as oportunidades criadas.  

Pois bem, eis que em um dia de março, uma semana antes do meu período de férias, recebi uma ligação via Microsoft teams. Era uma reunião rápida com quem viria a se tornar minha futura liderança. E ela disse mais ou menos assim:  

“Luiz, tenho uma vaga no meu time para atuar como Product Owner, em um cliente que tem o seu perfil. Você terá a oportunidade de incorporar muitas das suas experiências como publicitário e contribuir com o time nesse desafio. Queremos profissionais com experiências diferentes para um time de produto, que sejam orientados pelo marketing e por estratégias correlatas, trazendo resultados ainda mais expressivos.”

Eu, mais que depressa, aceitei a alavancagem (como chamamos aqui na dti). E, apesar de o cliente realmente ter uma semelhança com a minha trajetória, entrei numa realidade paralela chamada: time de produto.

 

Um novo desafio: trabalhar com produto

De repente, o meu contexto passou a ser guiado pelo Scrum Guide, com todos os seus ritos e frameworks: plannings, dailies, retrospectivas, reviews, refinamentos e etc.  

Além disso, alinhamentos com o cliente se tornaram rotineiros. As minhas horas de trabalho foram tomadas por reports, roadmaps, OKRs, burndown (e uma série de outros termos que tornaram o meu caderno de anotações um glossário de produto). Nesse momento, ficou claro o quão importante seria minha dedicação para dar suporte a um time que já estava em ritmo acelerado. Era preciso agregar ao time com a minha vivência e conhecimento de comunicação e design, ao mesmo tempo em que desenvolvia minhas habilidades na área de produto.  Até porque, apesar dos muitos anos de empresa, tinha pouquíssima afinidade com as tarefas que executaria no time.   

O caminho, como toda adaptação, levou tempo. Hoje, com aproximadamente 4 meses atuando como P.O, compartilho minha trajetória e o que venho aprendendo com profissionais que buscam a transição de carreira ou uma oportunidade para atuar em um time de produto.   

Também gostaria de dizer que a posição de Product Owner, assim como diversas outras ligadas à tecnologia, é dinâmica e instável. Em um dia você lida com o planejamento da próxima sprint, pesquisa com usuários, define regras de negócio, etc. No dia seguinte está gerenciando uma possível crise que pode colocar em risco todo o desenvolvimento do time. É uma rotina intensa, mas isso é assunto pra outro blog post.   

 Ok, então vamos às dicas?   

visão de produto

 

Conhecimento adquirido nunca será desperdiçado

Acredito que, assim como eu, pessoas que buscam uma transição de carreira lidam com a ansiedade de ter o seu conhecimento inutilizado pelas novas funções. Além disso, começar em um novo cenário traz medos e inseguranças quanto à capacidade de entrega e adaptação. Isso é absolutamente compreensível, até porque são anos de estudos e conhecimentos em outras áreas.    

Mas calma, pequeno gafanhoto! Se é esse conhecimento que te abriu portas para novas oportunidades, certamente ele será aproveitado em algum momento. Precisamos lembrar que o produto é um organismo vivo, que envolve múltiplas capacidades e competências, possibilitando que você, enquanto P.O, utilize seu repertório a seu favor. Promova discussões relacionadas à sua área de domínio, contribua com as discussões trazendo outros pontos de vista e enriquecendo o debate. A visão holística e orientada a outras áreas de negócio tende a te ajudar e ser um diferencial na execução de suas funções.    

 

“Não tenho experiência em produto”

Bom, como disse a vocês no início deste artigo, eu também não tinha. Enquanto aprendia sobre teoria e prática relacionadas à atuação do Product Owner, fui preenchendo as lacunas existentes com conhecimentos que havia adquirido em outras oportunidades. No meu caso, utilizei meus aprendizados em facilitação, ideação, marketing digital, gestão de tarefas e, até mesmo design gráfico, para contribuir com as discussões dentro do time. Isso possibilitou o meu posicionamento dentro da equipe enquanto concluía os cursos relacionados às partes práticas.  

 E, por falar em cursos, hoje em dia possuímos um arsenal de possibilidades disponíveis gratuitamente, não é?   

Obviamente, a trajetória é mais difícil para quem ainda não conseguiu um emprego, afinal de contas o mercado costuma exigir certificações específicas para quem está ingressando na área. Portanto, se atente aos eventos promovidos pela comunidade. Eles com certeza são uma “estrela guia” para sua carreira e trajetória e, se possível, não deixe de investir em alguma certificação.  

 

Comunicação bem-feita é sucesso em qualquer área

Como um publicitário que se preze, tenho que saber vender meu peixe, né? O segundo aprendizado que compartilho com vocês é sobre entender a importância da comunicação, principalmente com os stakeholders. Assim como no marketing e no design, a comunicação é uma ferramenta poderosa para gerenciar as expectativas quanto ao planejamento e as entregas do time. Portanto, ela é um instrumento fundamental para aumentar a satisfação do cliente. Assim, na minha transição de carreira, eu coloquei em prática muito conhecimento advindo da comunicação.

Marty Cagan, em seu livro “Inspired”, cita a importância de o gerente/pessoa de produto estar comprometido(a) com a produção de soluções que, não somente funcionam para os usuários, mas também para as diversas áreas do negócio. É importante que os stakeholders tenham a percepção clara de que você entende as preocupações deles. Dessa forma, eles terão confiança que você garantirá que as soluções funcionem bem para eles também.  Essa relação de confiança deve ser sincera, pautada em transparência, alinhamento e, é claro, boa comunicação.  

 

Você não tem super poderes (e nem precisa ter)

Sabemos da multidisciplinaridade exigida pelo mercado para pessoas de produto. Mas, pera lá! Nem sempre vai ser possível lidar com todas as tarefas que surgem dentro do time. Daí surge mais uma dica, que é sobre a importância de contar com os especialistas dentro da equipe. Durante a minha transição, ouvi dizer que o P.O deve ser a dupla dinâmica do UX e ter um relacionamento incrível com o time técnico. E então foi exatamente esse o caminho que resolvi seguir.  

Sempre que uma dúvida em relação à parte técnica surge em discussões, eu dou voz para os especialistas do time enriquecerem a discussão. Quando não tenho resposta imediata para algo específico, peço um tempo para que possa trazer uma opinião consolidada. Dessa forma, eu, como P.O, consigo descentralizar certas responsabilidades, além de contribuir para que todos participem do desenvolvimento do produto. Se quiser se aprofundar mais no tema, se liga no episódio #117 do nosso podcast – Os agilistas, que fala sobre esse tema.  

 

pessoas de produto

 

Não tenha medo de errar

O erro faz parte do aprendizado, e talvez seja mais importante do que uma série de acertos. Fail Fast, learn faster! Os times ágeis devem ser construídos em um ambiente de colaboração, em que as pessoas podem ser quem são. Se não for dessa forma, não funciona.   

Portanto, crie uma visão pautada em experimentações e aprendizados constantes, pois é daí que surge a inovação. O Product Owner, assim como o próprio nome diz é o dono do produto. Ou seja, é a pessoa responsável por sua evolução e desenvolvimento, e deve ser o guardião da metodologia e o principal multiplicador da mesma.  

O mercado de produto tem se desenvolvido cada dia mais. Soluções incríveis têm sido construídas por times realmente focados em proporcionar uma experiência satisfatória para os usuários. Vejo o crescimento da importância de pessoas de produto para o desenvolvimento tecnológico das organizações. Nesse contexto, ter backgrounds diferentes para um time de produto é essencial para o enriquecimento da categoria. Espero que este conteúdo seja valioso para quem busca se (re)posicionar no mercado e que seja também uma jornada cheia de aprendizados.  

Vamos em conjunto?   

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