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M1: Bom dia, boa tarde, boa noite, este é mais um episódio de Enzimas – breves reflexões que te ajudam a catalisar o agilismo em sua organização.Renato Macedo: Olá, eu sou o Renato Macedo, (inint) [00:00:13] e co-fundador do podcast Conversa Ágil, junto com o meu parceiro Adair Monin. Fica o convite aqui de vocês ouvirem lá o podcast: conversaagil.com.br – em todas as plataformas. E sou (squad) [00:00:31] líder na CIT, e trabalho com agilidade há alguns anos, venho bastante ativo na comunidade. E venho trazer um assunto para vocês sobre comunicação. Seguramente, a grande maioria dos problemas que nós enfrentamos no nosso dia a dia tem relação com a comunicação, ou seja, com a nossa conexão e a conexão entre as pessoas, que é, seguramente, a maior parte do nosso trabalho. E a comunicação tende a ter alguns problemas, que culminam numa falta de qualidade entre o relacionamento das pessoas e fazem com que a gente não consiga atingir o que precisa atingir, não consiga melhorar a performance, não consiga atender o cliente da melhor forma ou adquirir a melhor eficiência e estrutura dentro das nossas empresas. Eu vejo dois motivos possíveis – claro que temos outros, mas eu considero, acho, esses dois motivos como dois motivos principais. O primeiro deles é quando a gente usa uma chamada comunicação violenta. A comunicação violenta traz observações carregadas de juízo de valor – e o meu juízo de valor pode ser muito diferente do seu, porque isso tem muita relação com a nossa cultura, de onde viemos, nossas experiências, nossos propósitos. E quando a gente traz uma observação já carregada de juízo de valor, vai soar como acusação. Automaticamente, as pessoas entram na defensiva e, entrando na defensiva, a qualidade da comunicação já está bem ruim. Então, é importante a gente entrar com a técnica, com a comunicação não violenta. A comunicação não violenta traz que nós devemos abordar a observação como uma observação sem julgamento, ou seja, a gente traz o fato, o que realmente ocorreu, sem nenhum tipo de juízo de valor. Vou dar um exemplo aqui para ficar mais claro: eu posso abordar um líder, e como eu acredito muito na auto-organização, na autonomia dos times, na abordagem da gestão 3.0, eu posso observar uma situação de que um líder empurra para um time uma demanda, a chama (inint) [00:03:41], sem nenhum tipo de decisão ou argumentação válida de o porquê aquela decisão está sendo tomada. Eu posso chegar e, com uma comunicação mais violenta, eu posso trazer a observação para esse líder, por exemplo: olha, você empurrou uma demanda para o time, e isso é uma característica de uma gestão ultrapassada, uma gestão 2.0; você está desanimando as pessoas. E isso vai fazer com que essa pessoa se sinta julgada e automaticamente vai entrar na defensiva: pô, mas eu não estou desanimando as pessoas, eu estou trabalhando aqui para entrarmos o melhor produto. E isso trunca a comunicação desde já, ela passa a não ter boa qualidade. Então, trazendo uma observação de: olha, você trouxe uma demanda em que você tomou uma decisão sozinho e você não contou com a participação do time. Isso, por si só, é uma observação; eu posso fazer um pedido, tentar trazer uma necessidade ou por que seria importante uma abordagem diferenciada, através da gestão 3.0 e fazer um pedido para essa pessoa de que decisões possam ser tomadas em conjunto, a gente posso fazer alguma coisa do tipo. Essa observação sem julgamento tende a ter uma qualidade muito maior. Agora, a gente tem um segundo motivo de comunicação com muitos ruídos quando a gente tem um encontro de paradigmas, ou seja, visões de mundo se encontrando. Eu posso ser muito claro para esse líder sobre o porquê a abordagem da gestão 3.0 é importante, mas esse líder pode ver o mundo de uma outra maneira. Então, por exemplo, falando um pouquinho do livro Reinventando as Organizações, a gente traz um paradigma em que pode acreditar muito no comando e controle de que essa é a forma correta de fazer as coisas; e eu ter uma outra visão de um mundo, um outro paradigma em que eu não acredito que a maneira seja essa. Quando a gente chega nesse ponto, tudo o que eu disse, ou seja, eu posso ser o mais didático possível, trazer referências, falar da gestão 3.0, das suas vantagens, de porque é uma abordagem melhor, e essa pessoa não vai chegar no mesmo nível de compreensão porque ela está vendo o mundo de maneira diferente. Então, nesse momento, muitas vezes a gente se apega à didática, à forma de explica, aos exemplos, mas não é mais isso que vai resolver, a gente está falando do paradigma, é da forma de ver o mundo – e essa forma jamais vai ser mudada de fora para dentro, ela é mudada de dentro para fora. Nesse ponto, a melhor abordagem que a gente tem é a gente mostrar pelo exemplo, trazer algum resultado, mostrar um ponteiro sendo movido. E isso traz um engajamento, um entendimento e uma nova visão de mundo para as pessoas. Bom, fica a indicação, então, de dois livros que trazem essas duas abordagens: o livro Comunicação Não Violenta, do (inint) [00:07:19], psicólogo americano que desenvolveu essa estrutura de comunicação; e a indicação do livro Reinventando as Organizações, do (inint) [00:07:34], em que ele traz toda essa abordagem de paradigmas. Bom, eu acredito que com essas duas abordagens e entendimento da comunicação não violenta e visão de mundo, pelo menos uma boa parte dos ruídos e problemas de comunicação que enfrentamos no dia a dia possa ser resolvida ou amenizada. É isso, pessoal. Um abraço, até logo.
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os agilistas

Enzimas #85 – Comunicação, a origem de quase todos os nossos problemas – Renato Macedo

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