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Marcelo: Bom dia, boa tarde, boa noite. Esse é mais um episódio de Enzimas, breves reflexões que te ajudam a catalisar o agilismo em sua organização. Pessoal, a gente fala muito, tanto os Enzimas, quanto os episódios Os Agilistas, sobre um novo papel da liderança, sobre como a liderança atua talvez de forma mais oblíqua, de forma com menos protagonismo. Isso não significa, obviamente, que ela não deixa de atuar, e não significa, por exemplo, que temas como estratégia sejam ainda extremamente relevantes. Eu estou começando a ler um livro sobre esse tema, sabe? O livro até chama (inint) [00:00:41], alguma coisa assim, justamente tentando chamar atenção para aquilo que o líder tem que fazer, que não é tão visível. Mas apesar de o livro olhar muito para esse lado, que eu diria que tem até a ver muito com essa parte aí do jardineiro, que a gente fala muito, do líder sendo algum designer organizacional, alguém que mantenha a cultura coesa, até que cria cultura e cria os incentivos, e pensa sistemicamente, esse livro não deixa a gente começar com a parte de estratégia, tentando mostrar, segundo esse autor, que mesmo em ambientes que sejam ricos em oportunidades não bastará a empresa só estar imersa naquele ambiente, ela precisa partir de algum ponto e esse partir de algum ponto é uma estratégia. E essa estratégia, para ser uma boa estratégia, (estratégia é definição de um outro autor, gente, desculpe) [00:01:35] a confusão, mas esse cara cita esse outro autor, tem um livro que chama (Good Strategy Bad Strategy) [00:01:40], uma boa estratégia é uma estratégia que mais do que uma grande promessa de ser o primeiro, sabe? Uma grande declaração de onde eu quero chegar, uma boa estratégia é muito mais (inint) [00:01:54], que representa um certo diagnóstico do ambiente e uma ação principal, um tipo de movimentação que você quer fazer naquele mundo mais dinâmico. Então cabe a esse líder ainda, e aí não só o líder no topo da pirâmide, porque a gente sabe que as organizações (vão ser tão hierárquicas) [00:02:11], mas cabe à liderança, os seus líderes, serem formuladores dessas estratégias, no sentido de eles conseguirem entender bem o ambiente em que eles estão inseridos e fazerem bons diagnósticos desse ambiente, criando contexto para os demais, para que os demais possam então saber o que fazer nesse ambiente. Então achei isso super interessante, o cara até brinca que o CEO é tipo um (inint) [00:02:40], como se o papel principal da liderança for sempre tornar claro, deixar claro, o contexto, o ambiente, um diagnóstico, e isso depende de duas habilidades importantes que as empresas têm que ter, que o autor chama de Scanning and Sensemaking é você interagir o máximo com o seu ecossistema, para pegar o máximo de informações possíveis, sejam sinais fortes ou sinais fracos, ou seja, sejam mudanças evidentes ou mudanças menos evidentes. (E Sensemaking) [00:03:12] é você realmente conseguir dar um significado para aquilo, criar esse contexto e aí é nesse contexto que as suas equipes vão operar. A gente pode dizer, para quem escuta o podcast, que é como se estivesse começando a criar certas restrições habilitadoras ao definir um diagnóstico aí do que você acha que deve ser feito, (mas sem definir exatamente como ou seu muito descritivo. Vou dar) [00:03:36] um exemplo muito bom de como você pode ter um bom (Scanning e um ruim Sensemaking) [00:03:43], e eu sempre peço para tomar cuidado com esses exemplos de negócio, olhar com um pouquinho de cuidado, porque eles têm o risco (sempre de ter retrospectiva) [00:03:53], mas ele fala da Polaroid. A Polaroid descobriu muito cedo que a tecnologia digital seria importante, inclusive, segundo o autor, até uns 15 anos antes do lançamento de uma máquina digital, acho que é isso, 15 anos antes, a Polaroid tinha uma tecnologia de altíssima resolução, então ele escaneou bem o mercado, mas (o Sensemaking) [00:04:15] que ela fez não foi bom, porque ela continuou ainda entendendo que essa tecnologia dela seria usada para vender papel para imprimir a foto, (então ela continuou) [00:04:24] investindo naquele modelo de negócio original, não conseguiu perceber, por exemplo, (que na medida em que todo mundo conseguisse) [00:04:30] tirar uma foto digital haveria menos necessidade de imprimi-la, e a Polaroid acabou ficando totalmente para trás desse mercado, apesar de ter escaneado ele certo. Então, para fechar esse Enzimas, o líder, a liderança, um dos papéis dela continua ser esse de formulação estratégica, mas no sentido muito diferente do que a gente pensa normalmente, no sentido muito mais de criar um contexto, de criar o diagnóstico e de rever isso continuamente, para que as pessoas que estão na ação ali, alimentadas por aquilo, possam tomar decisões dentro dessas (exceções habilitadoras)
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os agilistas

Enzimas #96 – Scanning and sensemaking

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