Guildas
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Guildas: Como elas funcionam em estruturas ágeis?

Rodrigo Assis

Rodrigo Assis

Product Manager na dti digital

Para os novos colaboradores ou aventureiros da nossa cultura, a estrutura da dti pode ser bem complexa de entender inicialmente, mas com o tempo a sopa de palavras formada por alianças, squads, guildas, capítulos, checks entre tantas outras, vai se tornando um todo muito coeso onde cada estrutura, tem sua relevância.

Hoje gostaríamos de abordar por aqui uma dessas estruturas que fazem parte desse nosso universo e proporciona para nossa incrível rede, um ambiente de maior colaboração e aprendizado, de forma orgânica. Essa estrutura são as nossas Guildas.

Talvez você já tenha ouvido este termo quando leu ou ouviu algo relacionado ao famoso modelo ágil criado pelo Spotify. Tanto o nome como estrutura é realmente bem semelhante e provém do modelo popularizado pelo streaming de música. Mas, neste artigo vamos facilitar o entendimento para que você saia daqui entendendo o conceito e para estar pronto para aplicá-lo em sua organização.

O que são as Guildas?

A palavra “guilda” surge durante a Idade Média para identificar associações que agregavam pessoas que possuíam interesses comuns (comerciantes, artistas, artesãos, etc.) com o propósito de oferecer assistência e segurança aos seus membros e serve muito bem também para a estrutura que utilizamos por aqui. 

Na dti, a guilda é uma estrutura transversal, ou seja, ela atravessa as outras estruturas da companhia (tribos, squads, alianças, capítulos, etc.) e caracteriza-se como um grupo de pessoas que têm um interesse, em comum (de estudo, aprendizado, discussão, etc.) e que se juntam para realizar interações em prol deste objetivo. Talvez a teoria fique um pouco abstrata, então vamos tentar um exemplo prático.

 

Guildas e tribos
Estrutura organizacional de tribos e guildas

 

Explicando Guildas de forma prática:

Juliana é uma desenvolvedora na dti e a algum tempo tem sentido falta de um local onde pudesse conversar e aprender mais sobre boas práticas de programação.

Pensando nisso, Juliana conversa sobre isso um dia num happy hour on-line com colegas da empresa e percebe que outras pessoas desenvolvedoras também compartilham do sentimento da falta de um lugar para poderem conversar e aprender mais sobre o assunto.

Assim, a Juliana se junta a outras pessoas e elas formam a Guilda de Boas Práticas em desenvolvimento da empresa. Essa guilda passa a ter encontros regulares a cada 15 dias onde os participantes se encontram para conversar e discutir sobre temas relacionados ao tema de boas práticas em programação e se torna uma estrutura de referência na empresa para quem precisa aprender ou quer compartilhar conhecimentos sobre o assunto.

Para fazer ou participar de uma Guilda preciso de algum background específico?

É interessante frisar que as pessoas que participam de uma Guilda são de diferentes cenários. Elas podem vir de diferentes projetos, áreas e background, podendo ser, inclusive, pessoas sem experiência, mas interessadas em aprender ou se aprofundar no tema. Por esta característica, a Guilda pode inclusive se tornar poderosas estruturas de formação nas organizações que servirão de apoio ao RH e times de treinamentos internos.

Trazemos aqui algumas perguntas que podem tomar conta da sua mente caso já tenha se convencido que essa estrutura pode ajudar a sua organização a aumentar a interação e troca de conhecimento entre os colaboradores:

Como definir o tema de uma Guilda?

A Guilda não é uma estrutura formal da empresa, controlada por um gerente ou pelo RH. Seu surgimento é orgânico e condiz com as necessidades do cenário e das pessoas que participam delas.

Dessa forma, acreditamos aqui na dti que o tema ao qual a Guilda irá tratar não deve ser definido, mas sim, emergir no dia a dia da organização, assim como no exemplo da Juliana: o tema da Guilda criada por ela e as pessoas com quem trabalhava veio da necessidade de se ter um local seguro e acolhedor para conversar e aprender mais sobre aquele determinado assunto. 

As Guildas precisam necessariamente ser de assuntos técnicos?

Não! Nem sempre as guildas serão de assuntos técnicos. Aqui na dti temos guildas de assuntos técnicos como a Guilda de Front-end e Design mas também temos guildas como a Plural que é focada em assuntos de diversidade e inclusão, e a guilda de RH que trata sobre temas de gerenciamento de pessoas da própria dti.

Como funciona a organização das Guildas?

Essa é uma ótima pergunta e podemos inclusive trazer a resposta em formato de dicas, as quais aprendemos nos erros e acertos da implementação das guildas por aqui:

  • As guildas são formadas por pessoas de diferentes cenários e backgrounds por isso é importante ser um ambiente aberto e de fácil acesso a todos os colaboradores de sua organização;
  • Precisa-se ter uma pessoa ou um grupo de pessoas puxando as ações da guilda para se garantir que os encontros sempre ocorrerão e que terão sempre, um bom aproveitamento em cima do assunto ou atividade escolhido para o dia;
  • Precisa-se ter encontros regulares com palestras ou atividades relevantes relacionadas ao tema central da Guilda. Sejam encontros semanais, quinzenais, ou na cadência que entenderem necessária. Interessante que fiquem fixos e previamente agendados no mesmo horário e na agenda de todos os participantes. Assim todo mundo consegue se organizar melhor para estar presente;
  • Os encontros não precisam ser sempre expositivos ou ser sempre apresentados pela mesma pessoa. Pode-se ter palestras sobre temas específicos, mas também podem ser organizados encontros de roda de conversa, encontros práticos (programação, dinâmicas), eventos entre outros formatos de exposição e interação.

Como saber se a Guilda está funcionando?

Aqui na dti, acreditamos que o termômetro precisa sempre ser as pessoas. Você deve sempre observar se as pessoas estão participando e interagindo durante os encontros. Com a evolução da guilda e a boa participação e interação das pessoas, será natural o engajamento das pessoas que começarão a trazer sugestões, oferecer apoio e dar ideias para o crescimento.

Dica de ouro: não restrinja a guilda a encontros fixos e pontuais. Crie estruturas que fomentem a troca de conhecimento (grupos na plataforma de comunicação interna da organização, canais de interação, encontros de descontração). A Guilda também é um local de interação.

Finalizando essa imersão sobre guildas, queremos dizer que infelizmente nem tudo são flores. Nem todas as guildas darão certo e muitas podem demorar para se firmarem e se tornarem uma estrutura relevante. Lembre-se que estamos falando de uma estrutura orgânica, ou seja, uma estrutura que é viva e que em algum momento pode morrer por consequência de diversos aspectos: o tema pode não engajar, os convidados podem não aparecer, a empresa pode não estar no momento ideal para iniciar essa guilda… Mas como por aqui somos true agile, queremos te convidar a testar e aprender assim como nós fizemos lá atrás!

 

Se ainda ficou alguma dúvida, ou se quer aprofundar ainda mais no tema das guildas e até conhecer algumas das nossas e saber como elas funcionam na prática, não deixe de ouvir o episódio do nosso podcast onde falamos sobre elas:

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